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Stefani tenta a 1ª semi de uma brasileira em 53 anos
08/09/2021 às 07h43

Stefani pode ser a primeira brasileira em uma semifinal de Slam desde Maria Esther Bueno em 1968

Foto: Andrew Ong/USTA

Nova York (EUA) - Garantida nas quartas de final de duplas femininas no US Open, Luísa Stefani pode conseguir mais um resultado histórico para o tênis brasileiro. Caso vença sua partida desta quarta-feira, ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, ela se tornará a primeira jogadora do país em uma semifinal de duplas femininas de Grand Slam em 53 anos.

Stefani e Dabrowski entram em quadra às 13h (de Brasília) para enfrentar as tchecas Marie Bouzkova e Lucie Hradecka pelas quartas de final em Nova York. A paulistana de 24 anos está nas quartas de final do US Open pelo segundo ano seguido, repetindo a campanha que fez no ano passado, ao lado da norte-americana Hayley Carter, e agora busca seu melhor resultado em um Grand Slam.

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A última vez que uma brasileira chegou tão longe em duplas femininas foi com Maria Esther Bueno, na campanha para o título de duplas no US Open de 1968, ao lado da australiana Margaret Court. Entre elas, Cláudia Monteiro disputou a final de duplas mistas em Roland Garros de 1982, ao lado de Cássio Motta.

Maior vencedora do tênis brasileiro, Estherzinha conquistou sete títulos de Grand Slam em simples, onze em duplas e mais um nas duplas mistas. Sua última conquista foi também a única de uma tenista brasileira na Era Aberta do tênis.

Stefani e Dabrowski vivem excelente fase
O momento de Stefani e Dabrowski no circuito é excelente. A parceira disputou três torneios preparatórios para o US Open e chegou à final em todos eles, com um título em Montréal e vice-campeonatos em San Jose e Cincinnati. Em Nova York, conseguiram três vitórias seguidas, a última de virada, sobre as ucranianas Marta Kostyuk e Dayana Yastremska.

 
 
 
 
 
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Luísa Stefani teve grane parte de sua formação como tenista nos Estados Unidos. Sua família se mudou para o país ainda em 2011 para que ela e o irmão mais velho, Arthur, tivessem mais oportunidades no tênis e pudessem cursar uma universidade norte-americana. Stefani treina até hoje na academia Saddlebrook, na Flórida, mas ela também estudou e jogou o circuito universitário por Pepperdine.

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"No Brasil, eu teria talvez uma ou duas meninas para treinar comigo. Então eu fui para os Estados Unidos e via centenas. O nível de competição na academia todos os dias era um choque. Isso fez muita diferença no meu desenvolvimento e no meu estilo de jogo", disse Stefani, em entrevista ao site do US Open. "Na América do Sul em geral, jogamos muito saibro, bem longe da linha de base. Na Europa e nos Estados Unidos, vemos estilos de jogo mais rápidos e mais agressivos. Muitos juvenis sul-americanos sofrem para fazer a transição no circuito. No profissional, você precisa começar a ser agressivo".

Medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, ao lado de Laura Pigossi, Stefani destaca que a conquista trouxe grande visibilidade para o tênis no país. "É uma loucura a popularidade a medalha olímpica trouxe para o tênis brasileiro. Sempre parece inatingível chegar ao circuito profissional, porque não há muitas jogadoras. Mas Olimpíadas tornaram isso possível e é inspirador fazer parte disso".

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