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Campeã de RG, Krejcikova ainda se sente preterida
05/09/2021 às 16h29

Krejcikova só jogará no Arthur Ashe neste domingo à noite, já pelas oitavas de final

Foto: Manuela Davies/USTA

Nova York (EUA) - Apesar de ser a atual campeã de Roland Garros e de estar muito bem colocada no ranking, Barbora Krejcikova ainda se sente preterida pelos organizadores dos grandes torneios. Mesmo após a conquista de seu primeiro Grand Slam em Paris, a atual número 9 do mundo e segunda colocada na corrida por uma vaga no WTA Finals, segue longe das principais quadras. Sua primeira aparição no Arthur Ashe Stadium durante este US Open acontecerá neste domingo, já pelas oitavas de final, contra a também top 10 Garbiñe Muguruza.

“No momento, sinto que mesmo depois de tudo o que fiz e de tudo o que está acontecendo, ainda não sinto que a TV queira me ver ou que os torneios queiram me ver", disse Krejcikova, em entrevista ao New York Times. "Não sei por quê, mas realmente não importa. Só quero chegar ao nível em que vou jogar a primeira rodada em uma quadra grande e haverá pessoas que querem me assistir".

"Quero que os fãs se divirtam e quero entregar um bom espetáculo para eles. Não estou neste ponto ainda. Minha motivação não é ganhar ou perder, mas sim chegar a este estágio", acrescenta a tcheca de 25 anos. Ela estreou apenas na quadra 11 contra a australiana Astra Sharma. Depois foi escalada para a quadra 13 contra Christina McHale na segunda rodada. Por conta da chuva da última quarta-feira, os últimos quatro games daquela partida foram transferidos para o Louis Armstrong Stadium. Já na terceira fase, passou pela russa Kamilla Rakhimova, atuando na Grandstand, terceira quadra do complexo.

Nos últimos 31 jogos, tcheca venceu 28
Krejcikova venceu 28 dos últimos 31 jogos que disputou no circuito de simples. Além da conquista de Roland Garros, ela também foi campeã de outros dois torneios da WTA, em Estrasburgo e Praga. De suas três derrotas, duas foram para a número 1 do mundo Ashleigh Barty, em Wimbledon e Cincinnati, e a outra foi para a campeã olímpica Belinda Bencic, justamente durante os Jogos de Tóquio. Também na capital japonesa, foi medalhista de ouro nas duplas, ao lado de Katerina Siniakova. Krejcikova e Siniakova formam atualmente a melhor dupla na temporada do circuito.

"Ainda me sinto como se estivesse sonhando, mas também estou melhorando a cada partida. Estou muito feliz por poder jogar todos os grandes torneios, conviver com as grandes jogadoras e aprender muito com elas. Tudo isso é algo muito especial e estou extremamente feliz que esteja acontecendo", explica a tcheca, que construiu primeiro uma carreira sólida nas duplas, mas só chegou ao top 100 de simples no ano passado. "Eu simplesmente trabalho muito e dedico tudo ao tênis. Todo o meu foco é em torno do tênis. Só penso em tênis, tênis, e mais tênis. Às vezes, a minha família diz que tenho que parar em alguns momentos, mas eu atingi um estágio em que estou jogando bem e só quero continuar melhorando. Essa é a minha mentalidade".

"Estou muito feliz por estar aqui. Jogar os torneios menores não é a mesma coisa. Estar aqui para disputar Grand Slam ou um torneio da WTA e jogar em um grande palco é algo que não dá para descrever. Você tem aquela sensação de frio na barriga quando entra na quadra e fica muito nervosa, porque não sabe o que esperar. Você só quer jogar o seu melhor tênis, mas não sabe se vai conseguir. Então o primeiro ponto começa e o tempo simplesmente para. Estou apenas curtindo o momento. Eu só quero lutar em cada ponto e em cada bola, porque demorei muito para chegar aqui e não sei por quanto eu vou continuar nesse nível. Então quero aproveitar cada chance que eu tiver".

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