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Opelka dispara contra multa de US$ 10 mil por bolsa
05/09/2021 às 13h58

Nova York (EUA) - O norte-americano Reilly Opelka não escondeu sua indignação com a multa que lhe foi imposta pela United States Tennis Association (USTA) por levar à quadra uma sacola cujo logotipo era grande demais, teoricamente violando o regulamento do US Open. Ele foi multado após seu segundo jogo e garante que não foi avisado sobre isso antes.

“Que piada o US Open fazer isso, 10 mil por uma bolsa rosa? Vamos lá. O chefe de arbitragem estava me dizendo que deveria ter medido essa coisa antes de entrar. Realmente pensei que era uma sacola diferente. Fizemos esse logotipo especificamente, medimos e acharam muito grande”, disparou o norte-americano.

“Não era a mesma bolsa que usei em Roland Garros. Fizemos um esforço para tornar o logotipo menor. Houve um erro na produção, eu acho, porque na Europa era permitido. O árbitro me disse que era muito grande e pronto. Disse para cobrir um lado e isso foi na minha primeira rodada”, contou Opelka, que ficou indignado não apenas com o valor, mas também como se desenrolou a situação.

Ele achou exagerado a maneira como foi chamada a atenção pelos juízes do torneio. “Meu trabalho não é medir logotipos, meu trabalho é vencer partidas. Tenho coisas maiores para me preocupar. Eu quebrei uma raquete no joelho e não fui multado em um dólar, mas se você traz uma sacola rosa é multado em 10 mil dólares. Que piada”, reclamou.

“Nosso prêmio em dinheiro diminuiu há mais de um ano e meio, mas nossas multas aumentaram. Não quero apontar o dedo para outros jogadores, mas houve pessoas que fizeram coisas muito piores e levaram multas bem menores. Querem levar nosso prêmio? Acho que eles estão compensando as vendas perdidas de ingressos no ano passado”, cutucou Opelka.

O norte-americano ainda sugeriu o que fazer com o dinheiro das multas. “Eu adoraria ver isso sendo doado em outro lugar. Tivemos algumas tragédias aqui nos Estados Unidos nas últimas semanas. Se eles vão tirar 10 mil de mim, é melhor não ir para uma grande empresa. Esse é o meu pensamento”, encerrou o atual 24 do mundo e melhor norte-americano no ranking.

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