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'Preciso me concentrar no presente', afirma Djokovic
01/09/2021 às 10h42

Nova York (EUA) - Disparado o nome mais importante deste US Open, onde busca não apenas o recorde de títulos de Grand Slam, mas também ser o primeiro desde Rod Laver, em 1969, a vencer os quatro principais torneios do circuito, o sérvio Novak Djokovic deu o primeiro passo na competição nesta terça-feira ao bater o jovem dinamarquês Holger Rune por 3 sets a 1.

“Tenho muita pressão de toda a comunidade do tênis e de mim mesmo. Obviamente, gostaria de ganhar o título e fazer história. Sem dúvida é algo que me inspira, mas estou focado em mostrar a cada dia a minha melhor versão. Parece clichê, mas preciso trabalhar mentalmente para me concentrar no presente”, contou o número 1 do mundo, focado em dar um passo de cada vez.

“Não existe uma fórmula secreta ou um segredo maior sobre o meu sucesso, é uma combinação de fatores do dia a dia como treino, trabalho mental e recuperação. Tudo importa e por isso valorizo o fato de dar importância ao momento. Cada vez que perco a concentração e o foco, tento me recuperar e voltar minha atenção para o presente”, reforçou Djokovic.

Questionado sobre a vitória na estreia, o sérvio falou que era difícil falar sobre o terceiro e o quarto sets porque Rune mal se movia. “Comecei muito bem e fiz um primeiro set muito bom. Mais tarde, quando estava sacando 4/3 no segundo, diminuí consideravelmente minha porcentagem de primeiro serviço. Mas temos que dar crédito a ele por lutar em todos os pontos”, analisou.

“Eu me senti um pouco enferrujado no início e com alguns nervos, mas estou satisfeito com a forma como terminei a partida. E tenho que reiterar que não foi uma batalha justa no fim por causa das cãibras”, observou o líder do ranking.

Djokovic inclusive disse ter se identificado com o que aconteceu com o dinamarquês por ter sofrido com problemas físicos também no começo da carreira. “Disse a ele (no fim do jogo) para não parar. Achei que fosse desistir no final do terceiro set, mas seguiu em frente com dignidade e merece meu respeito. Tenho certeza que o veremos muito no futuro. Ele ainda é muito jovem”, comentou o sérvio.

A torcida também foi assunto na entrevista coletiva do número 1, que viu o público apoiar bastante o rival. “Ele tinha o público por atrás. O Arhtur Ashe é o maior estádio do nosso esporte, o mais barulhento e divertido de se jogar. Você sempre quer ter pessoas com você, mas nem sempre é possível. É tudo o que posso dizer”, resumiu Djokovic.

“Em um ponto do jogo eu honestamente não sabia o que eles estavam gritando”, afirmou o sérvio em relação aos momentos em que o nome de Rune era gritado pelos fãs nas arquibancadas. “Na verdade, pensei que eles estavam vaiando. Não era um clima ideal, mas soube como lidar com a situação”, finalizou.

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