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'Não quebrei regra alguma', responde Tsitsipas
30/08/2021 às 23h59

Nova York (EUA) - Acusado por Andy Murray de ter feito diversas atitudes para retardar o jogo desta segunda-feira no US Open, o grego Stefanos Tsitsipas se defendeu prontamente e afirmou conhecer muito bem seus direitos e o regulamento.

"Não quebrei regra alguma, sigo estritamente o que a ATP diz", disparou. "Acho que ficou muito claro que eu deixei a quadra as duas vezes para trocar de uniforme e gastei o tempo exato para ir até o vestiário, me trocar e voltar. Tudo que sei é que o tenista tem permissão para ir duas vezes ao vestiário num jogo de cinco sets para trocar de roupa, e uma vez em jogo de três sets. Nunca quebrei qualquer regra, então não vejo o problema".

Lembrado que Alexander Zverev insinuou que ele teria ido ao vestiário em Cincinnati para receber instruções do pai via mensagem, o grego achou um absurdo. "Nunca fiz isso, não sei que tipo de imaginação se tem para se chegar a esse ponto. Nem posso levar a sério porque é absolutamente ridículo pensar isso".

O grego foi logo avisado do que Murray afirmou, pouco antes, que havia perdido o respeito por ele. "Se há algo para me dizer, seria bom termos uma conversa para ver o que houve de errado", sugeriu. "Não sei como meu adversário se sente quando estou no meio de uma partida, realmente não é minha prioridade. Não tenho nada contra ele, absolutamente nada".

Sobre o jogo, Tsitsipas achou um grande espetáculo e fez elogios ao escocês "Mostramos um nível inacreditável de tênis hoje, que ficou muito físico num determinado momento. Foi muito intenso para nós dois. Ele nunca desiste e eu o respeito muito por isso, alguém que eu já admirava quando pequeno. Acho que o saque foi essencial para me tirar de problemas, tive de ter paciência e tentar as melhores soluções com a cabeça fria".

O número 3 do ranking acha que só conseguiu se sentir mais confiante na partida quando obteve a segunda quebra no quarto set. "A partir dali me senti mais solto em quadra, que eu tinha condições de superar os obstáculos. Foi muito mental e consegui suportar a pressão. Estou muito satisfeito por ter achado um caminho. Na idade que ele tem e depois de tudo que passou, é uma inspiração vê-lo jogando assim".

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