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'Pode ter sido meu último jogo', afirma Carla Suárez
30/08/2021 ŕs 22h39

Suarez Navarro ainda cogita disputar a Copa Billie Jean King no fim do ano

Foto: Peter Staples/USTA

Nova York (EUA) - O último jogo de Grand Slam da carreira de Carla Suárez Navarro foi disputado nesta segunda-feira em Nova York. A jogadora de 32 anos e ex-número 6 do mundo não passou da primeira rodada do US Open, sendo superada pela norte-americana Danielle Collins, 29ª do ranking, por 6/4 e 6/3. Suárez Navarro, que está no último ano de circuito diz que este foi seu último torneio regular, deixando apenas uma porta aberta para defender a seleção da Espanha na fase final da Copa Billie Jean King, em novembro, em Praga.

"Foi difícil, com certeza. Obviamente ela jogou muito bem. Bem, tentei fazer o meu melhor. Eu tive problemas físicos há alguns dias, mas pude jogar hoje. Como eu disse, tentei dar o meu melhor, mas acho que ela fez uma partida muito boa e foi muito difícil vencê-la hoje", disse Suárez Navarro após a partida. "Este foi o último torneio no circuito. Sei que ainda tem a Copa Billie Jean King lá em novembro, mas tenho que falar com a capitã do time. Não sei se ela vai me chamar. Se ela me convocar, estarei pronta, mas com certeza esse foi meu último torneio de simples".

"Procuro sempre aproveitar, não só este, mas os torneios anteriores. Obviamente eu sabia que poderia ser a minha última partida, mas eu realmente gostei e apenas tentei viver normalmente. Bem, eu estou feliz. Perdi o jogo, mas esse ano pra mim foi um presente", acrescenta a espanhola, que também atuou em Roland Garros, Wimbledon e Jogos Olímpicos em sua temporada de despedida do circuito. Também visitou as instalações do WTA 1000 de Madri, onde pôde treinar com grandes nomes do circuito.

Espanhola se recuperou de um câncer e adiou a despedida
No fim de 2019, Suárez Navarro havia anunciado que o ano de 2020 seria seu último no tênis profissional e que disputar as Olimpíadas de Tóquio era uma de suas principais metas. A paralisação do circuito em função da pandemia a fez repensar os planos e adiar a aposentadoria.

Em setembro, foi diagnosticada com linfoma de Hodgkin, uma forma de câncer que se origina nos gânglios do sistema linfático, e precisou passar por seis meses de quimioterapia. Durante o tratamento, voltou a treinar. E após sua completa recuperação, intensificou a rotina de treinos e conseguiu retornar às quadras. Em Tóquio, conseguiu uma grande vitória sobre a tunisiana Ons Jabeur por 6/4 e 6/1, a última de sua carreira de simples.

"Um ano atrás, eu estava no hospital, não sabia se poderia estar aqui mais uma vez ou não. Os médicos me disseram que eu tinha câncer, então precisei de seis meses de quimioterapia. Consegui treinar um pouco em dezembro e comecei a pensar que talvez eu poderia voltar e que talvez eu pudesse jogar mais alguns torneios. Então, eu estava em Madri e recebi muito amor das outras jogadoras. Estou feliz com a pessoa e com a jogadora que fui durante todos esses anos", comenta a tenista que tem 516 vitórias e 344 derrotas no circuito. Ela venceu dois torneios da WTA e chegou às quartas de final em sete Grand Slam.

"Quando era pequena, eu sonhava em chegar a ser uma das 10 melhores do mundo. É claro que tinha mais sonhos, eu nunca ganhei um Grand Slam, e nunca fui o número 1 do mundo, mas isso é difícil. Sei que vimos muitas jogadoras ganhando Grand Slam nos últimos anos, mas não é uma coisa normal na carreira de um tenista. Se eu tiver que falar uma coisa, talvez para ser lembrada, eu posso dizer que meu backhand é diferente, é especial", explica a dona de um excelente backhand de uma mão.

Ela garante que vai ficar um pouco longe do tênis, mas quer assistir alguns jogos. "Por enquanto, quero relaxar um pouco, ir para casa com minha família e amigos. Por enquanto, eu não quero ficar tão perto do tênis, mas com certeza vou assistir alguns jogos. Sou fã de muitos jogadores".

Algoz de Suarez Navarro na estreia, Danielle Collins enfrenta a eslovena Kaja Juvan, que derrotou a britânica Heather Watson por 6/1 e 6/4.

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