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Com chave dura, Osaka mira um jogo de cada vez
27/08/2021 às 17h40

Osaka está no mesmo quadrante de Halep, Kerber, Gauff e Svitolina

Foto: Jennifer Pottheiser/USTA

Nova York (EUA) - Apesar de estar em um quadrante muito forte na chave do US Open, Naomi Osaka quer evitar qualquer projeção sobre seu caminho no torneio e prefere pensar em uma partida de cada vez. A bicampeã do torneio e número 3 do mundo pode ter um jogo perigoso contra Yulia Putintseva na terceira rodada, cruzar o caminho de Angelique Kerber ou Coco Gauff nas oitavas, e de Elina Svitolina ou Simona Halep nas quartas. Mas antes disso, sua meta é pensar na estreia diante da tcheca Marie Bouzkova, 86ª do ranking.

"Sinto que os Grand Slam são diferentes de qualquer outro torneio. Eu penso em uma partida de cada vez. Sei que as pessoas fazem projeções da chave, mas elas nunca saem como deveriam", disse Osaka, durante a entrevista coletiva desta sexta-feira. "Sei que não joguei muitas partidas e que não cheguei nem às quartas de final, mas estou muito feliz com a forma como estou jogando".

Na semana passada, a japonesa disputou o WTA 1000 de Cincinnati e caiu ainda nas oitavas, superada pela suíça Jil Teichmann em três sets. Algoz de Osaka, Teichmann fez uma ótima semana e também eliminou Belinda Bencic e Karolina Pliskova, sendo superada apenas pela número 1 do mundo Ashleigh Barty na final.

"Fiz duas partidas muito difíceis em Cincinnati. A menina para quem eu perdi estava jogando muito bem. Eu nunca havia jogado contra ela antes, então não tinha muitas informações e você tem que ter um ritmo de jogo. Eu me sinto mais confiante onde estou agora. Claro que não estou dizendo que vou me sair bem aqui, sou uma pessoa que gosta de um jogo de cada vez. Mas espero que dê certo no final", avaliou a jogadora de 23 anos, que tem 17 vitórias e cinco derrotas na temporada.

Apesar das conquistas recentes, em 2018 e 2020, as melhores lembranças de Osaka em Flushing Meadows são de visitar o complexo de tênis quando era criança. Ela acha que isso é um dos motivos que a fazem jogar tão bem em Nova York. "É claro que tenho lembranças de vencer o torneio, mas acho que a minha maior lembrança daqui é de ser uma criança, correndo por todo o complexo. Não sei se esse pode ser o motivo pelo qual jogo tão bem aqui, mas com certeza há muita nostalgia".

Osaka não se considera a favorita dos fãs e destaca Gauff

Diferente da edição do ano passado, disputada com portões fechados, o US Open de 2021 terá a presença do público nas arquibancadas. E apesar de grandes ausências de Serena Williams, Roger Federer e Rafael Nadal, a japonesa ainda não se considera a favorita dos fãs, destacando a norte-americana de 17 anos Coco Gauff para o posto. "Estou feliz que haja público este ano. Não acho que eu seja a favorita da torcida. A Coco está aqui e ela pode ser a favorita dos fãs também. Mas eu também diria que é bom ver novos tenistas chegando".

"Eu estive em um evento com crianças ontem e um garoto me disse que Medvedev era seu jogador favorito. Isso meio que me pegou de surpresa. Estou acostumada com as pessoas dizendo que Federer é seu jogador favorito, ou coisas assim. É muito bom ver essa nova geração chegando, pessoas dizendo que são suas favoritas, se acostumando com seu estilo de jogo também".

Grande fase da número 1 Ashleigh Barty
Osaka também avaliou o ótimo momento de Ashleigh Barty, que já conquistou cinco títulos na temporada. "Acho que ela está fazendo um ano incrível. É muito legal ver alguém jogar tão consistentemente. Não sei qual é o segredo, sinto que vocês teriam que perguntar a ela, porque eu nunca tive um ano assim. Eu diria que ela parece muito determinada e muito focada. Sei que ela não voltou para casa desde o Australian Open, então isso significa ter que viajar muito. Não acho que sou o tipo de pessoa que faria isso. Mas é realmente incrível que ela faça tão bem para o esporte".

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