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Barty e Kerber apostam em semifinal equilibrada
20/08/2021 às 19h52

Barty tem quatro títulos na temporada e busca sua sexta final só em 2021

Foto: Western & Southern Open

Cincinnati (EUA) - Adversárias em uma das semifinais do WTA 1000 de Cincinnati, a número 1 do mundo Ashleigh Barty e a ex-líder do ranking Angelique Kerber projetam um duelo equilibrado no próximo sábado, na disputa por uma vaga na decisão. A australiana de 25 anos lidera o histórico de confrontos entre elas por 3 a 2, com destaque para uma recente vitória na semifinal de Wimbledon. Já a experiente Kerber de 33 anos e atual 22ª colocada no ranking disputará sua terceira semifinal consecutiva no circuito e vai aos poucos recuperando a confiança que a levou ao topo do ranking e a três títulos de Grand Slam.

"Angie nunca esteve longe de seu melhor. Mesmo em alguns dias em que ela não consegue jogar seu melhor tênis, ela encontra uma maneira de lutar e permanecer focada e se dar uma oportunidade de vencer", avaliou Barty sobre o bom momento de Kerber no circuito. "Ela é uma das melhores competidoras do mundo e sabe como jogar os grandes torneios. É uma jogadora confiante, agressiva, mas também capaz de correr e se mover e colocar a bola em locais complicados, para não deixar você ditar muito o ritmo. Esse é o desafio de quando você joga contra a Angie. É quase como andar sobre uma linha tênue, sem poder pressionar muito, mas também não ser muito defensiva, de modo que ela possa movê-la pela quadra".

Barty superou campeã de Roland Garros nas quartas
A líder do ranking mundial também comemorou o bom desempenho na vitória das quartas, em que superou a tcheca Barbora Krejcikova, décima colocada, por 6/2 e 6/4. "Sinto que fiz um bom trabalho cuidando dos meus próprios saques. Foi assim em todos, exceto um game de serviço. Eu errei um forehand que tocou na fita e saiu, e depois ela aproveitou dois ou três segundos saques e fez boas devoluções. Na maior parte do tempo, eu estava no controle da partida. Isso só me permitiu ser mais livre nos jogos de serviço da Barbora. No geral, senti que era capaz de usar meu forehand e fazer um slice de maneira eficaz".

Barty perdia o segundo set nesta sexta-feira por 4/2, mas não deixou a desvantagem no placar abalar sua confiança e venceu quatro games seguidos. "Às vezes, é assim que um jogo de tênis pode ser instável. Você dá uma boa devolução ou consegue ser assertiva aqui e ali e isso pode mudar as coisas. Acho que foi importante não entrar em pânico ou estressar com aquele game que eu perdi, porque estava fazendo um ótimo trabalho durante toda a partida, cuidando dos meus próprios saques e entrando nos games de serviço da Barbora. Portanto, bastou apenas permanecer paciente, sabendo que estava fazendo as coisas certas".

Kerber perdeu o último confronto, mas condições são diferentes

Já Angelique Kerber tenta um resultado melhor contra Barty após a recente derrota na grama de Wimbledon. "Eu já joguei contra a Ash tantas vezes que eu sei o que esperar. Ela está fazendo uma temporada incrível e tenho certeza que vai ser uma boa partida. Vou falar com a minha equipe sobre a última partida contra ela, e ver o que posso fazer melhor. Vou tentar fazer isso amanhã. Mas, você sabe, é outro jogo e em outro piso. As condições também são um pouco diferentes das de Wimbledon".

"Sei que tenho que jogar meu melhor tênis contra ela, vai ser uma partida difícil. Mas é por isso que estou aqui, para fazer muitas boas partidas contra as melhores jogadoras antes de ir para o US Open. Amanhã tem outro jogo duro e estou ansiosa e animada para jogar contra a Ash novamente", comenta a vencedora de 13 títulos no circuito mundial.

Alemã deseja pronta recuperação a Kvitova
Kerber também desejou pronta recuperação para Kvitova, que abandonou a partida das quartas por problemas estomacais. A alemã liderava a disputa contra a tcheca por 6/4 e 3/3. Este foi o 16º encontro entre as duas experientes jogadoras, agora com oito vitórias para cada lado. "É claro que não é assim que eu quero ganhar uma partida, ainda mais contra a Petra. Quero dizer, nós duas somos boas amigas fora das quadras e já jogamos tantas partidas uma contra a outra nos últimos anos. É sempre uma batalha difícil contra ela. Desejo tudo de bom e uma rápida recuperação, para que ela possa jogar o US Open. Acho que no primeiro set eu estava jogando muito bem. Eu estava tentando ser agressiva e sacar bem. Esse era o objetivo, na verdade. E depois, apenas continuei jogando como vinha fazendo nos últimos dias aqui".

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