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Roddick: 'Comportamento de Federer é maior lição'
19/08/2021 às 10h54

Cincinnati (EUA) - Ex-número 1 do mundo, o norte-americano Andy Roddick comentou sobre a ausência de Roger Federer no US Open e sua nova operação no joelho direito, que o deixará fora do restante da temporada. Em declarações ao Tennis Channel, ele lamentou os problemas físicos do veterano de 40 anos e disse esperar vê-lo de volta ao circuito, encerrando a carreira em seus termos.

“Ele está totalmente ciente do que pode acontecer devido à sua experiência com as operações anteriores. Vimos que após a última ele não se movia tão bem, era uma sombra do Roger que conhecemos e não conseguia manter o saque com frequência. Agora acrescentando uma nova operação no joelho e tendo que voltar outra vez será uma batalha difícil”, opinou o norte-americano.

“Pessoalmente, espero que ele possa voltar aos trilhos e se despedir do seu próprio jeito. Não me importa que não jogue no nível de antes. o importante é que consiga se despedir em seus termos. Pode querer se aposentar em um torneio específico, ou continuar jogando menos ou em um nível mais baixo do que antes. É horrível ver que os jogadores mais velhos tenham que parar porque seu corpo não deixa mais”, acrescentou.

Um ano mais novo do que o suíço, Roddick destacou também o lado físico de Federer, que só agora na reta final de sua carreira tem sofrido um pouco mais com as lesões. “Outra coisa que acho necessário mencionar, pois é uma das estatísticas mais espetaculares da história do esporte, é que ele nunca desistiu de um jogo”, salientou o norte-americano.

"Vamos lembrar, por exemplo, da partida contra Hurkacz. Ele estava levando uma surra, perdendo por 6/0 no último set e tem a questão do seu ego, de um dos melhores da história, mas nunca roubou os holofotes e o momento de seu oponente. Respeito máximo”, declarou Roddick, que seguiu enaltecendo o comportamento de Federer com seus pares.

“Espero que meu filho, se algum dia tiver um centésimo do sucesso de Roger na vida, seja tão cortês quanto ele. Não só com os jogadores ou com os árbitros: você mora no vestiário e vê coisas como gente que joga o grip do cabo da raquete no chão e deixar lá. Federer nunca foi isso, nunca houve um sentimento de privilégio, sempre falava um 'por favor', ou um 'obrigado'. Há muitos grandes tenistas e outros tantos virão, mas a maneira como Federer se comportou quando ninguém estava vendo é a maior lição de sua carreira”, finalizou.

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