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Além da doação, Osaka quer fazer mais pelo Haiti
16/08/2021 às 18h08

Osaka irá doar toda a premiação que fizer no torneio para a reconstrução do Haiti

Foto: Western & Southern Open

Cincinnati (EUA) - Depois de anunciar que irá doar toda sua premiação no WTA 1000 de Cincinnati para a reconstrução do Haiti, que afetado por um terremoto de magnitude 7,2 no último sábado, Naomi Osaka garante que quer fazer ainda mais pela terra natal de seu pai, Leonard François. Vice-líder do ranking mundial, a japonesa garante ter motivação extra na busca pelo título do torneio desta semana e que a doação em dinheiro é só o primeiro passo em busca de novas ações.

"Sobre o Haiti, sinto que não estou fazendo muito e que eu poderia fazer mais, mas estou tentando descobrir o que posso fazer e o que exatamente ou onde exatamente colocar minha energia", disse Osaka, durante a entrevista coletiva nesta segunda-feira em Cincinnati. "Eu diria que doar o prêmio em dinheiro é só a primeira coisa que pensei que poderia fazer para aumentar a conscientização. Foi por isso que eu anunciei. É realmente assustador, porque eu vejo as notícias todos os dias e, honestamente, o terremoto foi perto da, tipo, escola dos meus pais lá, então eu honestamente não tenho certeza de como estão as coisas lá. Não vi nenhuma foto ou vídeo ainda".

"É claro que eu adoraria ganhar este torneio pela motivação extra que eu tenho por doar o meu prêmio em dinheiro pelo Haiti, é claro. Mas eu acidentalmente vi minha chave e sei como será difícil. Então, vou tentar encarar uma partida de cada vez, treinar muito duro a cada dia e ver onde isso me leva", disse a japonesa, que estreia contra a vencedora do confronto entre a norte-americana Coco Gauff e a taiwanesa Su-Wei Hsieh.

Cincinnati é o primeiro torneio que Osaka disputa desde sua participação nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Ela foi eliminada nas oitavas pela tcheca Marketa Vondrousova e chega confiante para a reta final da temporada. "Quando voltei de Tóquio, tirei uns três dias de folga e imediatamente comecei a treinar novamente. Para mim, senti que joguei bem em Tóquio, mas ainda havia algumas decisões que não tomei tão bem, então eu só queria ter essa sensação de volta porque, honestamente, não joguei muitas partidas este ano. Então eu acho que vou ver como isso me leva e quão bem vou jogar neste torneio antes de Nova York.

"Agora eu me sinto muito bem e acho que estou muito motivada. Só faltam três torneios no ano, e eles acontecem, aqui, depois em Nova York e em Indian Wells. Eu realmente amo esses lugares. Eu gosto da montanha-russa que fica do outro lado da rua. Estou apenas tentando me divertir e jogar bem", explica a jogadora de 23 anos e vencedora de quatro torneios do Grand Slam.

Retorno às entrevistas coletivas e apoio a Biles
Como era de se esperar, a japonesa também foi perguntada e comentou sobre o motivo de não ter participado das entrevistas coletivas em Roland Garros por complicações relacionadas à sua saúde mental. Osaka reiterou que não pode falar em nome de todos os tenistas, mas só por ela própria, e que vai aprendendo aos poucos a lidar com a situação da melhor forma possível. A entrevista desta segunda-feira chegou a ser paralisada por alguns minutos.  

"Isso é interessante. Eu diria que a ocasião em que participar da coletiva de imprensa é o que eu acho mais difícil... Quero dizer, para mim. Eu realmente não posso falar em nome de todos os jogadores, só posso falar por mim. Mas, desde que eu era mais jovem, tive muito interesse da mídia em mim. E acho que é por causa da minha formação e de como eu jogo. Porque, em primeiro lugar, sou uma jogadora de tênis. E é por isso que muitas pessoas estão interessadas em mim", explicou Osaka.

"Então, eu diria que, a esse respeito, sou bem diferente para muitas pessoas, e não posso evitar que existam algumas coisas e que façam um monte de artigos ou coisas assim. E eu sei que é porque ganhei alguns Grand Slams e pude fazer muitas conferências de imprensa que essas coisas acontecem. Mas eu também diria que não tenho certeza de como equilibrar os dois. É como se estivesse descobrindo ao mesmo tempo que vocês, eu diria", complementou a vice-líder do ranking mundial.

Osaka também foi perguntada sobre a ginasta Simone Biles, outra atleta de ponta que falou abertamente sobre os problemas com a saúde mental. A japonesa diz que tentou contato, mas que respeita o espaço de Biles. "Enviei uma mensagem para ela, mas também quero dar-lhe espaço porque sei como esse momento pode ser duro".

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