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Stefani: 'Desde Tóquio, alguma chavinha mudou'
16/08/2021 às 15h03

Após a medalha em Tóquio, Stefani fez outras duas ótimas campanhas e conquistou seu maior título

Foto: Tennis Canada
Mário Sérgio Cruz

Montréal (Canadá) - A conquista do terceiro e maior título de sua carreira confirmou o excelente momento de Luísa Stefani nas competições de duplas no circuito. Há duas semanas, ela e Laura Pigossi conseguiram uma inédita medalha olímpica de bronze para o tênis brasileiro em Tóquio. Logo depois, emendou uma sequência de bons resultados junto da canadense Gabriela Dabrowski, disputando a final do WTA 500 de San Jose e o ganhando o troféu no WTA 1000 de Montréal. Isso também fez com que a paulistana de 24 anos atingisse o melhor ranking da carreira, no 19º lugar. Stefani, que havia perdido quatro finais na temporada, acredita que a ótima campanha na capital japonesa foi um fator determinante para uma mudança na mentalidade e que pode abrir portas para ainda mais conquistas.

"Estou bem feliz com esse título, é o maior da minha carreira, e também porque eu perdi quatro finais seguidas esse ano. Chegar à final já dá confiança, mas poder passar por cima desse 'degrauzinho' é muito bom. Principalmente pelo momento que estou vivendo nesse último mês, que é muito incrível, desde Tóquio até aqui", disse Stefani a TenisBrasil, logo depois da final de Montréal no último domingo.

"É alguma mentalidade diferente, alguma coisa mudou. Alguma chavinha mudou. E eu só estou aproveitando o embalo e curtindo o meu tempo na quadra, não pensando tanto em resultado. As coisas estão funcionando", afirmou a jogadora, que havia conquistado torneios da WTA em Tashkent (2019) e Lexington (2020), ao lado da norte-americana Hayley Carter, e disputou a décima final da carreira. "O mais importante é que a confiança vem. Ela está aqui e a gente tenta usar o máximo possível. Não pensei tanto na questão de ser uma final, porque acho que a cada jogo a gente tem que entrar com a mesma mentalidade. Obviamente não é sempre da maneira que o jogo vai ser como a gente quer, mas estou bem feliz com essa vitória".

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Bastante comprometida com o desenvolvimento do tênis feminino no Brasil, Stefani também comemora a maior visibilidade de suas conquistas, especialmente por que isso pode atrair mais meninas para o esporte nas próximas gerações. "É muito importante, estou muito feliz por isso. Eu até falei para a Gaby [Dabrowski] que estava muito feliz com a ESPN passando os nossos jogos na TV. Acho que é importantíssimo para o nosso tênis feminino, para as nossas meninas poderem assistir tênis. Acho que isso é o embalo de Tóquio e a gente pode aproveitar tudo isso que está acontecendo. Sei que as meninas que estão no circuito estão empolgadas".

"Passar na televisão, receber toda a energia que o Brasil está trazendo agora, e mostrar para todo mundo o que a gente faz com tanto amor é muito importante para o nosso tênis. É uma honra e fico muito feliz por fazer parte disso. Espero que a gente continue cada vez mais, que a gente continue crescendo. Porque nos próximos anos a gente vai colher muitos frutos para as próximas gerações", acrescentou a tenista, que agora segue para o WTA 1000 de Cincinnati. Ela e Dabrowski são as cabeças de chave número 6 e estreiam contra as cazaques Anna Danilina e Yaroslava Shvedova.

Stefani também destacou o desempenho na final de Montréal contra a croata Darija Jurak e a eslovena Andreja Klepac por 6/3 e 6/4. O resultado serviu com uma revanche para ela e Dabrowski, que haviam perdido para as mesmas adversárias na final de San Jose, há oito dias. "Acho que entramos na partida tecnicamente muito mais inteligentes por causa de como foi na semana passada. Acho que a cada jogo aqui nós continuamos melhorando e continuamos focadas no que tínhamos que fazer, e isso valeu a pena no final. Tenho certeza de que continuaremos fazendo a mesma coisa, apenas trabalhando em nosso jogo. Acho que quanto mais melhorarmos nosso jogo, mais sucesso teremos".

'Luísa cresce nos momentos decisivos', diz Dabrowski
A parceira Dabrowski também destacou o aprendizado com a recente derrota para Jurak e Klepac e também enalteceu a confiança de Stefani nos momentos decisivos. "Acho que aprendemos muito com a final da semana passada e fomos capazes de implementar as mudanças estratégicas que achei necessárias para virar a partida a nosso favor. Fizemos isso muito bem", comentou a canadense de 29 anos.

"Acho que a Luísa tem uma confiança meio subestimada. Então, em situações de pressão ela está à altura da ocasião. Acho que ela mostrou isso recentemente com a conquista da medalha de bronze nas Olimpíadas, jogando com alguém com quem ela não havia disputado tantos torneios e derrubando grandes duplas mais experientes. Eu acho que quando há pressão, ela cresce, isso mostra a capacidade que ela tem".

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