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Murray garante ter feito por merecer os convites
15/08/2021 às 14h46

Cincinnati (EUA) - Atual 105 do mundo, o britânico Andy Murray no momento não tem ranking para competir nos principais torneios do circuito e tem se aproveitado de alguns convites para entrar nestes eventos, como fará na próxima semana no Masters 1000 de Cincinnati. Questionado sobre essa situação, ele garantiu ter feito por merecer cada oportunidade que recebeu.

“Gostaria de ter a classificação necessária para entrar diretamente nestes eventos. Recebi 4 ou 5 convites este ano e penso que em quase todos esses torneios justifiquei a chance que me deram vencendo um jogo. Consideraria recusar convites se eu perdesse sempre na primeira rodada ou tivesse que abandonar lesionado”, comentou o escocês.

“Mas da forma como estou jogando, não sinto que ocupo o lugar de outra pessoa. Enquanto estiver com uma boa saúde e sentir que posso ganhar jogos, não vejo problema em aceitar. De qualquer forma, quero ter continuidade para poder melhorar a minha classificação e não ter que depender disso”, acrescentou o ex-número 1 do mundo.

Murray disse poder apenas se concentrar em metas de curto prazo. “Vejo esta semana como uma grande oportunidade de desfrutar de um grande torneio em quadra dura novamente. Sei que não tenho mostrado um tênis perfeito, mas quando olho a lista de jogadores para os quais perdi vejo caras como Shapovalov, Berrettini ou Rublev, que estão em um nível superior agora”.

Depois de ir às Olimpíadas e competir apenas nas duplas, desistindo de simples por causa de uma lesão, o britânico garantiu não ter se arrependido. “Foi uma grande experiência competir em Tóquio, cheguei bem, me sentia bem fisicamente. É verdade que cheguei com algumas dores no quadríceps e fiquei muito decepcionado quando sofri um rompimento muscular nessa área”, disse Murray.

“Eu me esforcei competindo em duplas, tinha uma responsabilidade com o Joe (Salisbury, seu parceiro de duplas em Tóquio) e estávamos perto das medalhas. Agora me sinto bem de novo, mas tudo depende de como está o meu corpo. Não tenho certeza que estarei bem daqui a alguns meses”, acrescentou o britânico de 34 anos.

Questionado sobre a ausência do Big 3 em Cincinnati, ele lamentou não poder dividir o torneio com Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokvovic. “É uma pena, compartilhei toda minha carreira com eles e adoraria pudessem se recuperar o mais rápido possível e assim competir em Nova York”, declarou Murray.

“Eles têm dominado tanto por tantos anos que muitos podem ver sua ausência como a grande oportunidade de ganhar um torneio deste nível. O fato de um deles não jogar muda completamente o cenário e que dá esperança aos jovens”, complementou o britânico, que estreará em Cincinnati contra um adversário vindo do qualifiacatório.

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