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Após quedas precoces, Aliassime recomeça em casa
10/08/2021 às 08h52

Aliassime tenta recuperar a confiança exibida durante a temporada de grama do circuito

Foto: Citi Open
Mário Sérgio Cruz

Toronto (Canadá) - Depois de ter sofrido com eliminações precoces nos dois últimos torneios, os Jogos Olímpicos de Tóquio e o ATP 500 de Washington, Felix Auger-Aliassime tenta retomar a confiança jogando em casa. O canadense, que completou 21 anos no último domingo, será uma das atrações do Masters 1000 de Toronto e estreia na próxima quarta-feira contra o vencedor da partida entre o finlandês Emil Ruusuvuori e o sérvio Dusan Lajovic. Aliassime busca inspiração em seus recentes bons resultados na grama, piso em que disputou a final de Stuttgart, a semi em Halle e as quartas em Wimbledon.

"Relembrar aqueles bons momentos é sempre bom. Durante a temporada, eu sempre me lembro daqueles bons momentos, ao invés de qualquer outra coisa. Estou orgulhoso do que fiz novamente na temporada de grama. Tive um Wimbledon fantástico", disse Aliassime a TenisBrasil, durante a entrevista coletiva na última segunda-feira.

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"Mas todo torneio começa do zero. Há muitas partidas para jogar e muitas situações diferentes para lidar. Cada semana é um novo começo, acho que isso é uma coisa boa no tênis. Você tem muitas chances de se redimir e de jogar um bom torneio", acrescentou o canadense, que tem 25 vitórias e 16 derrotas na temporada, e ainda busca seu primeiro título no circuito da ATP.

 
 
 
 
 
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Favoritismo e nova realidade no circuito
Superado nas oitavas de final de Washington pelo norte-americano Jenson Brooksby, Aliassime também comentou sobre uma nova realidade que vive no circuito, a de entrar em quadra como favorito diante de rivais mais jovens. O cenário é oposto em relação ao que o canadense costuma encarar na maioria dos casos, desafiando os grandes nomes do esporte. 

Apesar de Aliassime e Brooksby terem poucos meses de diferença de idade, o canadense já é o número 16 do mundo, o norte-americano acaba de entrar no top 100 e aparece nesta segunda-feira no 99º lugar. Brooksby ficou fora do circuito durante toda temporada de 2020 por uma lesão no pé.

"Eu nunca havia jogado contra o Jenson. Acho que ele não jogou no ano passado inteiro, se bem me lembro. Eu não o vi no ano passado. Lembro que ele teve alguns bons resultados no US Open, dois anos atrás, e eu vi muitas qualidades nele. Ele fez uma grande partida naquele dia, para ser honesto. É claro que ele era o azarão no papel, mas também não é como se eu fosse um veterano no circuito", comentou sobre a partida da última semana na capital norte-americana.

"Embora tenhamos a mesma idade, eu vejo que ele está nessa posição de quem acabou de chegar entre os 100 do mundo, que é mais ou menos a posição que eu estava dois anos atrás. É um momento diferente, mas é engraçado que as coisas mudem tão rapidamente. Agora estou enfrentando esses jogadores que estão na posição em que eu estava há não muito tempo. Tudo o que posso dizer é que há muitos bons jogadores no circuito, há muita competição. É interessante para os fãs", avalia o canadense sobre o momento do circuito.

Jogo de duplas ao lado do amigo Galarneau
Aliassime jogou a chave de duplas em Toronto ao lado de um seus melhores amigos no circuito, Alexis Galarneau, de 22 anos, mas os canadenses perderam na primeira rodada para os russos Karen Khachanov e Andrey Rublev por 6/4 e 7/6 (8-6).

"Costumávamos vir aqui para o Aviva Center desde quando tínhamos nove anos. Lembro-me de jogar com ele desde criança e de vê-lo nos torneios, e nos tornamos amigos. Éramos, eu, ele e outros jogadores da minha geração em Quebec e no Canadá. Também fomos para o centro nacional e treinamos juntos por alguns anos, mas nossas rotas se separaram um pouco quando eu fui jogar como profissional e ele foi para a faculdade, mas agora ele terminou os estudos e está a todo vapor tentando ser um jogador profissional. Portanto, é bom vê-lo em alguns torneios".

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