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Carreño questiona falta de punições a Djokovic
01/08/2021 às 16h36

Para o espanhol, Djokovic deveria ter recebido duas advertências, em vez de apenas uma

Foto: Kopatsch/Sato/Sidorjak

Tóquio (Japão) - Medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, o espanhol Pablo Carreño Busta questionou a falta de punições a Novak Djokovic na partida do último sábado, que valia o terceiro lugar na capital japonesa. O sérvio se descontrolou em dois momentos do jogo, tendo quebrado uma raquete e atirado outra para a arquibancada, mas o árbitro alemão Nico Helwerth marcou apenas uma advertência. Caso o árbitro tivesse repreendido as duas atitudes de Djokovic, o número 1 do mundo teria sido punido com a perda de um ponto.

"Eu não estava reclamando, só estava perguntando para ele. Achei que ele tivesse marcado as duas advertências, mas parece que jogar a raquete para a arquibancada não é suficiente para levar um warning. Parece que às vezes é mais difícil de aplicar as regras quando você joga contra o número 1 do mundo", disse Carreño Busta, ao jornal El País, após a vitória por 6/4, 6/7 (6-8) e 6/3.

O experiente espanhol de 30 anos e número 11 do mundo colocou a medalha olímpica acima de qualquer uma de suas outras conquistas, individuais ou coletivas. "Estou mais feliz do que quando ganho um torneio. Já venci a Copa Davis e torneios da ATP, fui longe em eventos importantes, mas nunca tive essa sensação. Tenho sentido o apoio de toda a Espanha, das Astúrias, e de pessoas que não acompanham tanto o tênis. Tenho um milhão de mensagens de pessoas torcendo por mim. Isso vale muito", explica o vencedor de seis torneios da ATP.

Além de derrotar Djokovic em Tóquio e acabar com o sonho de medalhas do sérvio, Carreño Busta também derrotou o número 2 do mundo Daniil Medvedev. O espanhol explica que chegou ao torneio em condições, o que facilitou seu caminho. "Eu estava louco para vir. Quando descobri no ano passado que os Jogos não aconteceriam, fiquei muito triste, mas cheguei aqui em um momento físico e mental muito bom, e pude demonstrar isso. Aqui você tem que estar cem por cento todos os dias, e o bronze é um sonho que se torna realidade".

Carreño Busta também agradeceu ao seu treinador, Samuel López, pelo trabalho. "Samu insiste muito que sou eu quem tenho que vencer os jogos. Não sei se sou mais valente ou não, mas com certeza sou mais experiente do que antes, e estou aproveitando mais o tênis. Eu acreditei, fui agressivo e a recompensa chegou. Dedico à minha equipe, minha família e minha namorada. Eles me aturam todos os dias".

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