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Diário de Tóquio: O imbatível acabou sendo batido
30/07/2021 às 17h11
Felipe Priante
De Tóquio, especial para TenisBrasil

Se voltarmos no tempo em 24h horas, poucos imaginariam que nesse momento o assunto seria uma derrota de virada de Novak Djokovic para o alemão Alexander Zverev, ainda mais perdendo 10 dos últimos 11 games da partida. O que o sérvio fez até então na temporada e também durante quatro partidas dois sets e cinco games em Tóquio indicavam que ele enfim levaria seu primeiro ouro para casa.

A expectativa era tamanha que a primeira pergunta para o russo Karen Khachanov, que abriu o dia na quadra central batendo o espanhol Pablo Carreño, foi justamente querendo saber como ele iria se preparar para encarar Djokovic na final.

Podendo fazer história, o sérvio fez a quadra central do Ariake Tennis Park ficar cheia e barulhenta como nunca. Nem mesmo nas partidas da estrela da casa Naomi Osaka as arquibancadas viram tanta gente. E não foi apenas o número de espectadores (jornalistas, membros das comissões técnicas, dos comitês olímpicos e afins) que cresceu, mas também a empolgação deles, principalmente dos que apoiavam Novak.

Durante um set e meio o clima era de final, se não uma olímpica, mas de pelo menos um challenger, dado o número de “torcedores”. Só que nem o apoio das arquibancadas e nem as grandes atuações e Djokovic nas partidas anteriores foram suficientes desta vez. Ele levou a virada depois de abrir 6/1 e 3/2 com uma quebra de frente.

Podem se perguntar o que houve para o sérvio deixar escapar essa vitória. Ele mesmo respondeu em sua entrevista após o jogo que o saque fez a diferença. Tanto o seu, contando com uma queda de rendimento visível dos duelos anteriores para este, vencendo menos da metade dos pontos, bem como o de Zverev. “Ele sacou extremamente bem e poucas vezes tive a chance de enfrentar seu segundo serviço”, analisou o sérvio.

A derrota para Zverev não foi a única do dia para Djokovic, que voltou para quadra mais tarde e também perdeu a semi de duplas mistas ao lado de Nina Stojanovic. Na zona mista, ele apareceu bastante abatido, com a frustração estampada no seu rosto, no seu caminhar e até na forma amuada de responder as perguntas.

Uma delas, que ele precisa também responder para si é como estará para as duas disputas do bronze que terá pela frente, em simples contra Pablo Carreño e nas mistas com Stojanovic diante dos australianos John Peers e Ashleigh Barty. Ao ser questionado sobre isso, o próprio número 1 do mundo disse não ter resposta no momento: “No momento eu me sinto terrível em todos os sentidos, mas espero que amanhã possa ter um recomeço”.

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