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Medalhista, Vondrousova quase ficou fora dos Jogos
29/07/2021 às 18h17

Vondrousova precisou do ranking protegido para entrar na chave olímpica

Foto: ITF

Tóquio (Japão) - Classificada para a final do Torneio Olímpico em Tóquio, Marketa Vondrousova certamente já garantiu uma medalha na competição. A tcheca enfrentará a suíça Belinda Bencic no próximo sábado, na disputa pelo ouro na capital japonesa. Mas Vondrousova quase ficou de fora dos Jogos, por conta do limite de quatro atletas de simples por país. No entanto, ela solicitou o recurso do ranking protegido para jogar em Tóquio e teve sucesso tanto no pedido, quanto em quadra.

Ex-número 14 do mundo e finalista de Roland Garros em 2019, Vondrousova aparece atualmente no 42º lugar do ranking e ocupava a 41ª colocação em 14 de junho, data utilizada como base para definir as classificadas para Tóquio. Na ocasião, ela era a quinta melhor tcheca no ranking, atrás de Karolina Pliskova, Petra Kvitova, Barbora Krejcikova (campeã do Grand Slam francês) e Karolina Muchova (semifinalista do Australian Open).

A solução encontrada pela jogadora foi a proteção de um ranking anterior. Pelo regulamento da WTA, uma jogadora que fica mais de seis meses sem jogar por motivo de lesão, pode usar utilizar o recurso para entrar em até oito torneios, sendo no máximo um Grand Slam e dois WTA 1000. A regra também pode ser utilizada para participar das Olimpíadas. Vondrousova cumpria os requisitos porque ficou sem jogar entre julho de 2019 e janeiro do ano seguinte por lesão e cirurgia no cotovelo. Como ela não havia perdido tantas posições no período que ficou parada, o Torneio Olímpico acabou sendo o único que a tcheca precisou do recurso para poder jogar.

"Eu estava pensando que [vencer] duas ou três partidas teria sido ótimo. Não posso acreditar que estou na final. Isso é incrível, independentemente se eu for prata ou ouro, estou muito orgulhosa", disse Vondrousova, após a vitória na semi contra a ucraniana Elina Svitolina nesta quinta-feira por 6/3 e 6/1. A jovem de 22 anos acredita que a vitória sobre a número 2 do mundo Naomi Osaka nas oitavas a fez mudar as perspectivas.

Vitória sobre Osaka trouxe muita confiança

"Quando eu venci a Naomi, percebi que estava jogando bem e que talvez pudesse ir ainda melhor. Agora estou feliz por estar na final. É uma sensação incrível", explica a canhota tcheca. "Acho que aquela foi uma das maiores vitórias da minha carreira. Eu já venci a Simona [Halep] duas vezes, mas acho que a Naomi é a maior agora, a melhor do circuito e também é a cara das Olimpíadas. Acho que foi difícil para ela jogar assim. Mas estou muito feliz agora".

A classificação de Vondrousova à final garante à República Tcheca sua melhor campanha olímpica em simples no tênis feminino. Anteriormente, Jana Novotna e Petra Kvitova foram medalhistas de bronze, em Atlanta 1996 e Rio 2016, respectivamente, enquanto Miloslav Mecir foi o medalhista de ouro em simples jogando pela antiga Tchecoslováquia em Seul 1988. Mecir é nascido em território eslovaco.

Até mesmo se consideradas as duplas, as jogadoras tchecas ainda não têm medalhas de ouro. As melhores colocações do país são as pratas de Jana Novotna e Helena Sukova em Seul-1988 e Atlanta-1996, além de Lucie Hradecka e Andrea Hlavackova em Londres-2012. Vale destacar que o país tem representantes na final de duplas em Tóquio, Barbora Krejcikova e Katerina Siniakova, que enfrentam Belinda Bencic e Viktorija Golubic no domingo.

Svitolina lamenta derrota e já pensa na disputa do bronze
Superada na semifinal desta quinta-feira, Elina Svitolina tenta assimilar a derrota e melhorar para a disputa do bronze contra a cazaque Elena Rybakina. "É uma sensação incrível a de representar meu país na disputa pela medalha de bronze, mas estou muito decepcionada hoje", disse a ucraniana. "Fiz o meu melhor, mas esperava ir mais longe. Marketa jogou muito bem, um desempenho muito sólido. Eu não consegui encontrar meu melhor tênis hoje, enquanto tudo deu certo para ela".

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