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Luisa: 'É mudar para não cometer os mesmos erros'
29/07/2021 às 13h55
Felipe Priante
De Tóquio, especial para TenisBrasil

Tóquio (Japão) - O clima após a derrota de Laura Pigossi e Luisa Stefani nas semifinais desta quinta-feira não poderia ser outro que não o de frustração e um pouco de tristeza pela chance perdida de estar em uma final e já com uma medalha garantida. Apesar do momento ruim, elas acreditam que possam dar a volta por cima e tentar abocanhar o bronze no próximo sábado. As brasileiras foram superadas pelas suíças Belinda Bencic e Viktorija Golubic por 7/5 e 6/3, e agora enfrentam as russas Veronika Kudermetova e Elena Vesnina.

“No momento estamos bem frustradas, ainda é bem recente, mas vamos falar com nossos técnicos para ver onde podemos melhorar, para dar a volta por cima. Temos que lembrar a semana que fizemos e onde estamos”, afirmou Pigossi, que durante a entrevista na zona mista ficou com os olhos vermelhos e marejados sentindo a chance que escapou.

Apesar do momento de baixa, as duas sabem que terão tempo para digerir a derrota e buscar um fato raro no tênis que é a chance de redenção num torneio após uma derrota. “É mudar a cabeça para não cometer os mesmos erros. Dá para xingar e lamentar por umas duas horas, mas depois a gente volta com a cabeça pronta”, afirmou Stefani.

“O tênis não vai embora de uma hora para a outra, temos que focar na boa semana que tivemos. É pensar positivo e não deixar se abalar. Temos que fazer ajuste básicos, coisa técnicas e entrar com o mesmo coração. Estamos bem, ainda temos condição de medalha”, afirmou a atual 23 do mundo em duplas.

Pigossi lamentou ter faltado um pouco de definição e de agressividade conforme as rivais foram crescendo. "A gente tinha estipulado um bom plano de jogo no começo e não erramos uma bola até o 4/0, mas no momento em que elas começaram a entrar no jogo, a gente não conseguiu ter tanta flexibilidade para rever nosso plano e elas acabaram levando vantagem” observou a paulista.

"Começamos muito firmes e é difícil manter esse nível o tempo todo. As meninas souberam mudar a tática, mas mesmo assim nós tivemos chances. Eu não saquei muito bem e isso desestabilizou um pouco, pois é um game em que podemos colocar um pouco mais de pressão. Elas cresceram e jogaram melhor e não encontramos meios de voltar a jogar com no início”, completou Luisa.

“Acho que neutralizaram mais minha subida à rede com os lobs. Poderíamos ter sido mais agressivas nas paralelas, deixamos muitas vezes o jogo cruzado. Golubic se mexeu mais ne rede e entrou mais nos pontos e o meu saque não estava bem, quando não sacava bem elas não perdoaram. Nesse nível é uma questão de quem consegue fazer mais e elas usaram bem suas armas para neutralizar o que eu faço de melhor”, finalizou Stefani.

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