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Carla Suárez se emociona com despedida olímpica
27/07/2021 às 14h10

Aos 32 anos, Suárez Navarro fez sua quarta e última participação em Jogos Olímpicos

Foto: ITF

Tóquio (Japão) - Mais uma vez, as emoções tomaram conta de Carla Suárez Navarro em sua partida de despedida de um grande torneio. Assim como já havia acontecido em Roland Garros e Wimbledon, ela saiu de quadra nos Jogos Olímpicos de Tóquio carregando diferentes sentimentos. Em sua quarta e última aparição olímpica, Suárez Navarro caiu nas oitavas de final de duplas, ao lado de Garbiñe Muguruza. As espanholas foram superadas pelas suíças Viktorija Golubic e Belinda Bencic por 3/6, 6/1 e 11-9.

Suárez Navarro, de 32 anos e ex-número 6 do mundo, está em sua temporada de despedida do tênis profissional. Além disso, jogou ao lado de Muguruza pela última vez na carreira. Juntas, elas conquistaram três títulos no circuito e disputaram outras cinco finais, com evidente destaque para o WTA Finals de 2015, em Cingapura. A experiente espanhola já havia atuado nos Jogos de Pequim, Londres e Rio de Janeiro, e queria muito uma medalha para coroar sua carreira e sua trajetória de amor ao tênis.

"São muitas emoções. Nós realmente queríamos muito vencer. Jogamos juntas há muitos anos, e este foi o nosso último jogo. É uma pena que tenha terminado assim, que tenha terminado nesta rodada. Eu entendo como ela pode se sentir", disse Suárez Navarro, em entrevista ao Eurosport da Espanha, dividindo o momento de muita emoção com sua parceira do circuito.

"Estou especialmente chateada porque vencemos o primeiro set. É verdade que, no segundo set, elas subiram de nível e jogaram melhor. Mas no final tivemos um match-point e não pudemos aproveitar. E quer você goste ou não, isso machuca. Isso dói muito", acrescentou a espanhola, falando ao site da ITF.

Espanhola se recuperou de um câncer e adiou a despedida para jogar em Tóquio
No fim de 2019, Suárez Navarro havia anunciado que o ano de 2020 seria seu último no tênis profissional e que disputar as Olimpíadas de Tóquio era uma de suas principais metas. A paralisação do circuito em função da pandemia a fez repensar os planos e adiar a aposentadoria.

Em setembro, foi diagnosticada com linfoma de Hodgkin, uma forma de câncer que se origina nos gânglios do sistema linfático, e precisou passar por seis meses de quimioterapia. Durante o tratamento, voltou a treinar. E após sua completa recuperação, intensificou a rotina de treinos e conseguiu jogar em Roland Garros e Wimbledon.

Já nas Olimpíadas de Tóquio, conseguiu uma grande vitória sobre a tunisiana Ons Jabeur por 6/4 e 6/1, mas caiu na segunda rodada de simples para a tcheca Karolina Pliskova por 6/3, 6/7 (0-7) e 6/1. Nas duplas, elas chegaram a vencer as belgas Elise Mertens e Alison Van Uytvanck na estreia por 6/3 e 7/6 (7-4), antes da derrota nas oitavas nesta terça-feira.

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