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Diário de Tóquio: Espírito olímpico norteia equipe
24/07/2021 às 13h37

Diversidade da Vila Olímpica fascina os tenistas brasileiros estreantes na competição

Foto: Site oficial
Felipe Priante
De Tóquio, especial para TenisBrasil

Competições por nações como a Copa Davis e a Billie Jean King Cup (antiga Fed Cup) sempre trazem aos tenistas uma sensação diferente na hora da competição. Nos Jogos Olímpicos de Tóquio não poderia ser diferente, mas elevado a uma potência ainda maior, já que se trata da maior competição esportiva do mundo, reunindo não apenas tenistas de ponta, mas atletas nobres das mais diversas modalidades.

O espírito de equipe se mostrou forte nos representantes nacionais que entraram em quadra neste sábado no Ariake Park, pela primeira rodada do tênis. E até mesmo ficou evidente em quem sequer iria competir, como o caso do mineiro Bruno Soares, que mesmo afastado e recém-operado, acompanhou boa parte da vitória da dupla formada por Luisa Stefani e Laura Pigossi debaixo de um forte sol e muito calor.

Únicas vitoriosas do dia, as paulistas não esconderam a alegria de participar dos Jogos pela primeira vez. “Estou muito feliz de estar jogando pela primeira vez nas Olimpíadas, ainda não entendi direito o que aconteceu. É uma emoção muito forte poder representar o Brasil. Estamos aqui para representar o Brasil com paixão, com carisma e com o nosso jeito de ser”, destacou Laura.

Luisa seguiu o mesmo caminho da parceira, com quem derrubou as canadenses Daniela Drabowski e Sharon Fichman, cabeças de chave número 7, em sets diretos. “Usar a camisa do Brasil no peito é o que mais me inspira. Estar nas Olimpíadas, andando na Vila e vendo os astros de outras modalidades, só isso já é ótimo”, falou a atual 23 do mundo nas duplas. “Conviver com os melhores do mundo, esse ambiente, faz a gente se sentir tal qual eles e isso também ajuda muito”, complementou Pigossi.

Outro que aproveitou as Olimpíadas para se inspirar, fazendo um grande jogo contra o croata Marin Cilic, foi João Menezes. “Fiquei maravilhado com a diversidade de atletas e culturas. Você está na academia treinando e vê o pessoal da ginástica, que são super fortes e alongados, outra hora você vê o pessoal do levantamento de peso, de repente na esteira tem gente correndo de moletom, que é o pessoal do boxe tentando perder peso”, falou o mineiro.

“Para quem nunca viveu isso aqui eu adorei e vou fazer de tudo para que não seja a última”, complementou Menezes, que se classificou para os Jogos Olímpicos justamente através de outra competição semelhante, porém bem menor, ficando com a vaga graças à medalha de ouro conquistada nos Jogos Pan-americanos de Lima em 2019.

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