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Georgianas tentam apelo tardio para jogar em Tóquio
23/07/2021 às 16h25

Ekaterine Gorgodze foi uma das tenistas que tentou o recurso para disputar os Jogos de Tóquio

Foto: Arquivo

Tóquio (Japão) - A poucas horas do início das competições de tênis nos Jogos Olímpicos de Tóquio, o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) julgou e negou um recurso de apelação das jogadoras georgianas Ekaterine Gorgodze e Oksana Kalashnikova. Elas tentavam entrar na disputa de duplas da competição na capital japonesa, que teve a chave sorteada na última quinta-feira e já começa a ter jogos neste sábado.

Gorgodze e Kalashnikova protocolaram na última quarta-feira, dia 21, uma ação no TAS contra a Federação Internacional de Tênis (ITF), o Comitê Olímpico da Geórgia e também a Federação de Tênis do país. As tenistas se consideram elegíveis para competir nos Jogos Olímpicos de Tóquio e afirmam que cumpriam os requisitos do sistema de qualificação usado pela ITF.

Kalashnikova, de 30 anos, ocupa atualmente o 76º lugar no ranking de especialistas em duplas na WTA. Já Gorgodze, de 29 anos, está no 117º lugar no ranking de duplas e na 208ª posição em simples. Nesta semana, estava jogando o WTA de Gdynia, no saibro polonês, e chegou até as quartas de final.

Segundo a decisão do TAS emitida nesta sexta-feira, as georgianas não foram incluídas na lista atualizada de jogadoras inscritas para os jogos, divulgada há uma semana, no dia 16 de julho. Elas foram informadas pela ITF de que a inscrição não havia sido feita pela Federação de Tênis da Geórgia ou pelo Comitê Olímpico do país, embora o Comitê se defenda, dizendo que apresentou o pedido.

Tribunal indica que Comitê Olímpico do país não inscreveu as jogadoras
O Painel de árbitros nomeado para decidir sobre o caso foi composto pelo Prof. Luigi Fumagalli (Itália), Prof. Song Lu (China) e o Sr. Juan Pablo Arriagada (Chile), que realizaram uma audiência na quinta-feira com alguns participantes presentes e alguns ouvidos em videoconferência.

O Comitê Olímpico da Geórgia não foi representado na audiência e nem apresentou alegações escritas durante o procedimento. Na conclusão do caso, o Painel constatou que as requerentes não foram indicadas pelo Comitê Olímpico do país para a entrada nos Jogos de Tóquio e que a ITF não fez nada de errado na divulgação da lista de inscrições, o que acabou com as chances das jogadoras irem ao Japão.

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