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Osaka acende a pira olímpica nos Jogos de Tóquio
23/07/2021 às 11h52

Tóquio (Japão) - Maior nome do esporte japonês do momento, a número 2 do mundo Naomi Osaka teve a honra de acender a pira olímpica dos Jogos Olímpicos 2020, no ponto máximo da cerimônia de abertura realizada nesta sexta-feira.

A escolha de Osaka teve muito simbolismo. Negra, filha de haitiano, sofreu com o racismo dentro do próprio Japão. Vivendo nos Estados Unidos desde muito nova, a tenista se posiciona fortemente na luta antirracista. No ano passado, participou de protestos após as mortes de George Floyd e Jacob Blake, que ganharam repercussão nacional. Além disso, durante a campanha para o título do US Open, homenageou sete negros que foram vítimas de violência policial. 

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Dona de quatro troféus de Slam e ex-líder do ranking, ela é também atleta mais bem paga do mundo em qualquer modalidade. Osaka reaparece depois da conturbada participação em Roland Garros, em que revelou problemas emocionais e abandonou a disputa ainda na segunda rodada. O caso reacendeu o debate sobre a saúde mental no esporte de alto rendimento.

Osaka é a primeira tenista na história a ser escolhida para acender a pira olímpica. Além disso, segue os passos de outras figuras de destaque do mundo esportivo, como o boxeador norte-americano Muhammad Ali (em Atlanta/1996), a corredora australiana Cathy Freeman (em Sydney/2000) e o maratonista brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima (Rio de Janeiro/2016).

Além de Osaka, quatro tenistas carregaram as bandeiras de seus países na cerimônia de abertura. Destaque para as campeãs de Grand Slam Petra Kvitova (República Tcheca) e Jelena Ostapenko (Letônia), além da paraguaia Verônica Cepede Royg e do taiwanês Yen-Hsun Lu. Diversos tenistas como Belinda Bencic, Samantha Stosur, Alexander Zverev, Andrey Rublev e Felix Auger-Aliassime também desfilaram durante o evento.

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