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A incrível aposta maluca no hepta de Federer
13/07/2021 às 08h56

Federer ajoelha para comemorar o heptacampeonato em Wimbledon na final de 2012 contra Murray

Foto: ATP

Londres (Inglaterra) - O campeão de Wimbledon de 2003 ainda era um tenista considerado novato no circuito, que acabava de ganhar seu primeiro troféu de Grand Slam ainda aos 22 anos de idade, mas um britânico enxergou nesse suíço de batidas clássicas e enérgicas alguém capaz de repetir os sete troféus de Wimbledon que o norte-americano Pete Sampras havia conquistado ao longo de sua espetacular carreira.

Nick Newlife, natural de Oxfordshire, apostou logo depois dessa conquista então isolada do suíço o alto valor de 1.520 libras esterlinas. Ele acreditava piamente que Roger Federer ganharia mais seis vezes o torneio de Wimbledon até a temporada de 2019. A cotação de sua ousada aposta era super baixa, de apenas 66 chances contra uma.

Mas Federer não decepcionou. Depois daquela conquista inicial sobre o australiano Mark Philippoussis, conquistou mais dois troféus em cima do norte-americano Andy Roddick, em 2004 e 2005, e fez duas finais espetaculares contra o ascendente canhoto espanhol Rafael Nadal, em 2006 e 2007.

Perdeu então a histórica chance de superar o sueco Bjorn Borg e chegar ao sexto consecutivo na edição disputada em 2008, ao ser superado pelo mesmo Nadal naquela que é considerada a maior final da história de Wimbledon e provavelmente do tênis profissional.

Mas o suíço não desistiu. Fez sua sétima final consecutiva em 2009, numa épica vitória sobre Roddick num emocionante quinto set, e ficou a um passo de dar o prêmio a Newlife.

Recebimento póstumo e testamento
O otimista apostador, no entanto, não viu isso tudo acontecer. Aos 59 anos, ele faleceu em fevereiro daquele ano. Mas deixou um testamento registrado de que, caso viesse a vencer, doaria tudo para a Oxfam, uma confederação de 19 organizações e mais de 3.000 parceiros, que atua em cerca de 90 países na busca de soluções para o problema da pobreza, desigualdade e da injustiça

Federer não teve boas participações em Wimbledon nas edições de 2010 e 2011, mas voltou a decidir um título em 2012, desta vez contra o dono da casa, o escocês Andy Murray. O suíço perdeu o primeiro set e sofreu no segundo, mas anotou a virada por 3 a 1 e chegou ao sonhado sétimo título.

A Oxfam então embolsou a incrível quantia de 101.840 libras esterlinas e Andrew Barton, um dos dirigentes da entidade sediada na Inglaterra, contou que foi muito difícil para ele assistir à partida final, já que estava em quadra um britânico carismático e que lutava por um feito ímpar para o tênis nacional, que não sabia o que era vencer Wimbledon desde o tricampeonato do herói Fred Perry, concluído em 1936.

"Foi muita falta de sorte ter logo Andy como adversário de Federer nessa final que era tão importante para Oxfam e confesso que me peguei várias vezes torcendo para Murray", revelou à época Barton. Sua esposa o lembrava a todo instante de quanto aquilo significava para a entidade.

Outra benfeitoria e mais 16 mil libras
Mas essa não foi a única aposta arriscada que Newlife realizou em cima do tênis e de Federer, e nem foi a primeira doação recebida de seu testamento pela entidade filantrópica.

Newlife também havia previsto anos antes que Federer chegaria ao total de 14 troféus de Grand Slam, que então era o recorde masculino absoluto de Sampras e que muitos achavam muito difícil de ser repetido.

Colocou 250 libras em sua aposta e garantiu o prêmio total de 16.750 a Oxfam quando o suíço levantou o troféu de Roland Garros de 2009, seu primeiro e único no saibro de Paris, que aconteceu apenas cinco meses depois do falecimento de Newlife.

Novos tempos
Claro que o formato de aposta que Newlife ousou fazer não é um exemplo de como jogar com segurança no tênis. Com o crescimento das apostas online, a modalidade já é uma das mais procuradas devido à diversidade de opções que oferece e à paixão que promove entre seus seguidores.

Algumas dicas são muito importantes para quem quer se divertir e apostar nas partidas de tênis. A primeira delas é conhecer bem os jogadores e os torneios do calendário internacional, verificando por exemplo o quadro de campeões de edições anteriores do campeonato em mira.

Vale também observar os tenistas que se saem melhor no tipo de piso do torneio escolhido, que pode ser uma superfície lenta ou mais veloz e até mesmo com teto fechado, o que deixa as condições mais rápidas e muda muito a performance dos jogadores.

Ao escolher seus tenistas preferidos, tente verificar se eles estão em plena forma, se tiveram casos recentes de contusão ou se andam sofrendo muitas derrotas nas últimas semanas. São sempre bons indicadores do desempenho.

Não exagere também na busca de resultados inesperados das partidas. Tenistas marcados com índice de apostas entre 1,8 e 2,0 são sempre os mais cotados para a vitória e devem estar na sua meta de acerto.

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