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De virada, Djoko fatura o hexa e o sonhado 20º Slam
11/07/2021 às 13h34

Djokovic iguala as 20 conquistas de Federer e Nadal e agora busca vencer os 4 Grand Slam no mesmo ano

Foto: AELTC/Simon Bruty

Londres (Inglaterra) - O amplo domínio de Novak Djokovic nos grandes palcos do circuito em 2021 ganhou mais um capítulo neste domingo, quando o sérvio conquistou seu sexto título de Wimbledon e o 20º Grand Slam da carreira. O número 1 do mundo começou atrás no placar, mas buscou a virada diante do italiano Matteo Berrettini, nono colocado, com parciais de 6/7 (4-7), 6/4, 6/3 e 6/3 em 3h24 de partida.

Djokovic iguala o recorde de conquistas de Grand Slam de seus dois principais, Roger Federer e Rafael Nadal. Os três agora possuem 20 conquistas em torneios deste porte. De quabra, o sérvio de 34 anos venceu seu terceiro Major seguido na temporada, já que também havia sido campeão do Australian Open em fevereiro e de Roland Garros em junho. Caso conquiste o US Open, será o primeiro homem a vencer os quatro Grand Slam no mesmo ano desde Rod Laver em 1969. Entre as mulheres, a última a conseguir a façanha foi Steffi Graf em 1988.

Oitavo Slam do sérvio depois dos 30 anos
Agora com seis títulos (2011, 2014, 2015, 2018, 2019 e 2021) em sete finais de Wimbledon, tendo perdido apenas para Andy Murray em 2013, Djokovic deixa para trás os pentacampeões Bjorn Borg e Laurie Doherty e fica a uma conquista de igualar as marcas de William Renshaw e Pete Sampras. O recordista é Roger Federer, oito vezes campeão do Grand Slam londrino. Ele também se torna o quarto jogador na Era Aberta a vencer três edições seguidas em Londres. Além disso, o experiente sérvio conquista o oitavo Slam após os 30 anos e se torna o segundo campeão mais velho da história do torneio.

Djokovic mantém os pontos, Berrettini sobe no ranking
Líder do ranking mundial, Djokovic mantém os 2 mil pontos obtidos na edição passada do Grand Slam londrino e permanece com seus 12.113 pontos no ranking. O segundo colocado Daniil Medvedev vai diminuir muito pouco a diferença, já que havia caído na terceira fase em 2019 e nas oitavas este ano. O russo irá para 10.370 pontos. Já é o recordista de tempo como número 1 da ATP, o sérvio iniciou Wimbledon acumulando 327 semanas no topo do ranking.

Já o vice-campeão Berrettini disputou uma inédita final de Slam aos 25 anos e se tornou o primeiro atleta de seu país a alcançar uma final de Wimbledon. O italiano estava invicto há 11 jogos na grama em 2021, tendo conquistado o maior título da carreira há três semanas, no ATP 500 de Queen's, também em Londres. Com os 1.300 pontos conquistados, ele está ganhando uma posição no ranking. Além disso, recebe 900 mil libras esterlinas por sua campanha. Já o prêmio em dinheiro para o campeão é de 1,7 milhão de libras esterlinas.

Começo errático e reação de Berrettini no 1º set
O início da partida foi bastante tenso para os dois lados, a começar por Djokovic, que fez duas duplas faltas logo no game de abertura, mas conseguiu manter o serviço por conta dos erros de Berrettini. O italiano até confirmou seu primeiro game de saque, mas pouco depois permitiu a quebra, no momento em que colocava poucos primeiros serviços em quadra. Djokovic rapidamente abriu 4/1, chegando a liderar por 5/2.

O oitavo game do primeiro set começou a mudar o rumo da parcial. Apesar de Berrettini ter cometido muitos erros, inclusive dois voleios e um smash, ele conseguiu manter o serviço em um game muito longo, chegando a salvar um set-point, depois de forçar bastante o saque em pontos seguidos. O número 9 do mundo ganhou confiança, devolveu a quebra no game seguinte, e logo depois fez dois ótimos games de saque para forçar o tiebreak. O italiano começou melhor no game-desempate ao abrir 3-0, cometeu três erros para ceder o empate, mas reverteu a situação com dois winners e um ace na hora de fechar o set. Ele fez 17 a 6 em winners e terminou a parcial com 20 erros contra 10 de Djokovic.

Djokovic teve início arrasador no segundo set
A perda de uma parcial apenas pela segunda vez neste torneio de Wimbledon não abalou a confiança de Djokovic, que rapidamente abriu uma boa vantagem no segundo set. Ele conseguiu duas quebras seguidas e só perdeu um ponto no saque para já abrir 4/0, e posteriormente 5/1. Na reta final do set, Berrettini devolveu uma das quebras e salvou três set-points em seu serviço, mas a vantagem construída pelo sérvio era suficientemente confortável. Os dois tenistas fizeram 12 winners no set, mas Djokovic cometeu apenas quatro erros contra nove do rival.

A reação de Berrettini no fim do segundo set indicava que o italiano poderia manter o jogo equilibrado por mais tempo, e um game de zero na abertura do terceiro set aumentava essa percepção, mas Djokovic não demorou para conseguir uma quebra de serviço e abrir 3/1. O sérvio ainda escapou de dois break-points no sexto game, quando Berrettini teve duas passadas para tentar o empate e não aproveitou. Sacando para o set, o número 1 do mundo definiu bem a parcial e passou à frente no placar geral. Novamente, o sérvio cometeu pouquíssimos erros, apenas três contra nove de Berrettini, o que compensou a diferença de 15 a 5 a favor do italiano nos winners.

O quarto set foi o mais consistente de Djokovic em toda a partida. O sérvio não enfrentou break-points e cedeu apenas sete pontos em seus games de serviço. Berrettini até vinha confirmando seus saques sem maiores riscos, mas sofreu com as devoluções do sérvio no sétimo game.

A única dupla falta do italiano em toda a parcial acabou custando-lhe a quebra de serviço, e permitiu ao número 1 do mundo abrir vantagem. Dois games mais tarde, o italiano salvou dois match-points no saque, mas Djokovic conseguiu uma nova quebra para sacramentar a conquista de mais um título de Grand Slam em sua vitoriosa carreira. Também repetiu um gesto que já virou costume em sua carreira, e de provar um pouco da grama do All England Club.

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