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Djokovic se impõe e fica perto do recorde de Slam
09/07/2021 às 15h26

Londres (Inglaterra) - Apenas uma vitória separa agora o sérvio Novak Djokovic do recorde de títulos de Grand Slam. Finalista de Wimbledon após bater, nesta sexta-feira, o canadense Denis Shapovalov com parciais de 7/6 (7-3), 7/5 e 7/5, o número 1 do mundo pode igualar o suíço Roger Federer e o espanhol Rafael Nadal no domingo se for campeão na grama do All England Club.

Em sua sétima final de Wimbledon, igualando os números de Boris Becker, Arthur Gore e Pete Sampras e ficando atrás apenas das 12 de Federer, o tenista de Belgrado medirá forças com o italiano Matteo Berrettini, que venceu os 11 jogos que disputou na grama neste ano, o último deles na primeira semifinal do dia, superando o polonês Hubert Hurkacz por 3 sets a 1.

O sérvio também defende uma sequência vitoriosa na decisão, chegando com 20 triunfos consecutivos sobre a grama, algo que apenas outros seis jogadores conseguiram na Era Aberta. Federer é o recordista absoluto neste quesito com 65 vitórias seguidas. Bjorn Borg, John McEnroe, Pete Sampras e Jimmy Connors também já venceram mais de 20 seguidas neste piso.

Se o adversário irá fazer sua primeira aparição em finais de Slam, o sérvio vai para a 30ª da carreira e mais uma vez se aproxima de um recorde do rival suíço, que tem 31 até então. Campeão nas últimas duas edições, ele pode se tornar apenas o quarto desde a Era Aberta a vencer Wimbledon três vezes seguidas, repetindo Federer, Borg e Sampras.

Ao derrotar Shapovalov nesta sexta, o líder do ranking ampliou seu incrível retrospecto recente em semifinais de Slam, vencendo a 16ª nas últimas 17 que disputou. Desde o começo de 2015, a única vez que caiu nesta fase foi dois anos atrás em Roland Garros, quando perdeu para o austríaco Dominic Thiem.

De olho na possibilidade de conseguir o ‘Golden Slam’ neste ano, Djokovic pode se tornar apenas o quinto homem na história a vencer os três primeiros Slam do ano, algo que só Jack Crawford (1933), Don Budge (1938), Lew Hoad (1956) e Rod Laver (1962 e 1969) conseguiram.

Em busca da 33ª vitória no ano, que o deixa atrás apenas do grego Stefanos Tsitsipas (39) e do russo Andrey Rublev (36), o sérvio não teve um começo de jogo muito bom, mas foi perspicaz em se manter na disputa mesmo após levar uma quebra no terceiro game e ser dominado pelo saque de Shapovalov, que chegou a vencer 12 pontos seguidos com o serviço.

Só que na hora de sacar em 5/3 para fechar a parcial, o canadense sentiu o momento e foi quebrado de volta. A definição foi para o tiebreak e novamente em um momento importante o serviço do canadense desapareceu, com ele perdendo todos os cinco pontos que disputou sacando.

A história do segundo set foi parecida com a do anterior, novamente com Djokovic fazendo o possível para se segurar, salvando três break-points no quarto game e outros dois no sexto. Mais uma vez, o sérvio aproveitou a reta final para crescer na partida, bateu o saque do canadense no 11º game e em seguida confirmou o seu para abrir 2 a 0 e ficar ainda mais perto da final.

Shapovalov diminuiu o ritmo no terceiro set e sofreu para confirmar os serviços, salvando break-points no terceiro game e no sétimo. Assim como nas parciais anteriores, a definição veio apenas na reta final e se repetiu o crescimento de Djokovic nos momentos importantes, batendo o serviço do rival canadense para fazer 6/5 e sacar em seguida para a vitória.

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