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Uniforme especial de Barty homenageia Goolagong
01/07/2021 às 21h51

Traje de Barty lembra o utilizado por Goolagong na conquista de 1971

Foto: Site do torneio

Londres (Inglaterra) - Apesar de toda a rigidez no regulamento de Wimbledon a respeito dos trajes utilizados pelos atletas em quadra, respeitando a tradição dos uniformes brancos, a número 1 do mundo Ashleigh Barty encontrou uma forma de homenagear os 50 anos de um feito histórico do tênis australiano. Durante o torneio, Barty utiliza um conjunto inspirado na conquista da compatriota Evonne Goolagong em 1971.

Barty e Goolagong têm ascendência aborígine e carregam ainda mais semelhanças. Elas são as únicas australianas a liderar o ranking da WTA, e ambas conquistaram o primeiro de Grand Slam de suas carreiras em Roland Garros. Enquanto a atual número 1 busca seu segundo troféu deste porte, Goolagong conquistou outros seis títulos de Grand Slam: quatro na Austrália e dois em Wimbledon.

"Conheci Evonne pela primeira vez, quando tinha 13 ou 14 anos. E espero poder deixá-la orgulhosa", disse a tenista de 25 anos. "Acho que ela foi incrível por compartilhar conhecimentos comigo desde quando eu era muito jovem e abrir meus olhos. Quando comecei a entendê-la mais como pessoa, tudo ficou ainda mais especial. Sou eternamente grata por ela se abrir comigo e por ter sido extremamente generosa com seu tempo, conhecimento e pensamentos".

"É tão difícil colocar em palavras o impacto que Evonne causou, não apenas na cultura do tênis na Austrália. Acho que, como pessoa, a maneira como ela ajudou a formar e orientar toda uma geração de jovens indígenas, em toda a Austrália, foi incrível", explica a australiana, que já derrotou a espanhola Carla Suárez Navarro e a russa Anna Blinkova nas fases iniciais em Wimbledon.

A respeito da vitória por 6/4 e 6/3 sobre Blinkova nesta quinta-feira, Barty reconhece que não jogou seu melhor tênis. A australiana terminou a partida com 33 bolas vencedoras, mas também 33 erros não-forçados. Além disso, enfrentou oito break-points e sofreu três quebras. "Algumas coisas não pareciam muito bem hoje. Mas isso faz parte do esporte. Você precisa ser capaz de encontrar uma maneira de vencer quando não está se sentindo tão bem".

"Senti que quando minhas costas estavam contra a parede hoje, eu fui capaz de trazer coisas boas. Temos outra oportunidade de agora ir para a quadra de treino e trabalhar nisso, pensando na terceira rodada", explica a número 1 do mundo, que agora enfrenta a tcheca Katerina Siniakova. "Não foi o meu melhor dia de serviço. Mas isso também acontece. Eu senti como se estivesse um pouco fora do ritmo. Acho que algumas coisas técnicas não eram exatamente adequadas. Mas não é nada que me preocupe por um longo período. Temos esses dias. Apenas eu e o Tyzz [seu técnico, Craig Tyzzer] vamos às rotinas que normalmente faríamos e tentaremos encontrar um caminho no próximo jogo".

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