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Feliz por volta, Murray tenta controlar a pressão
27/06/2021 às 14h33

Londres (Inglaterra) - De volta a Wimbledon, o escocês e bicampeão Andy Murray está radiante pela nova chance. "Disputar Wimbledon outra vez significa muito para mim", afirmou ele, que ficou fora em 2018 e jogou apenas dupla em 2019 devido ao problema no quadril. "Estou emocionado por competir de novo aqui e estar diante do público. Além disso, sinto que a vida está voltando à normalidade depois de 18 meses difíceis, então estou muito feliz".

O aspecto físico é o mais importante para o escocês. "Tenho feito uma boa preparação, tive bons treinos com alguns dos melhores jogadores, ainda que eu gostaria de ter praticado um pouco mais. Estou tratando de melhorar o aspecto físico, que é muito importante, quero me sentir em quadra o mais cômodo possível. Bater com Roger (Federer) foi realmente genial para mim, tipo de coisa que não via da mesma forma seis ou sete anos atrás".

Convidado para disputar os Jogos Olímpicos de Tóquio, o bicampeão olímpico espera ter físico para o desafio de disputar dois torneios tão exigentes tão próximos. "Tomara que o corpo se mantenha firme para dar conta dos dois. No momento, estou competindo bem ante todos os jogadores com que treinei, o que é positivo. Isso me leva a pensar que, se meu corpo estiver bem, posso ir bem. Poderia voltar a competir com os melhores nos grandes palcos".

Apesar de tanta experiência acumulada, o ex-número 1 do ranking revela que hoje em dia sente mais pressão quando joga numa quadra principal. "Tenho estranhado a pressão desses momentos, algo que anos atrás eu ansiava por viver.. Há muitas coisas que me encantam no tênis, como a rotina, a luta por melhorar todo dia".

Ele no entanto encara hoje desafios diferentes: "Descobri que o mais difícil é a preparação para os torneios, algo que Federer também mencionou recentemente. Eu por exemplo estava desesperado para jogar Queen's na semana passada, mas ao mesmo tempo sentia medo de me machucar e não jogar Wimbledon. Gerenciar essa parte mental é muito complicado".

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