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Djokovic se diz com máxima confiança após Paris
27/06/2021 às 10h49

Londres (Inglaterra) - Dono dos dois troféus de Grand Slam disputados na temporada 2021, o sérvio Novak Djokovic chega como favorito para conquistar seu sexto troféu em Wimbledon e ao mesmo tempo o 20º de nível Grand Slam. E o número 1 do mundo se diz no mais alto nível de confiança após a campanha espetacular em Roland Garros.

"O nível de confiança está bastante alto, o que é normal para quem venceu os dois Slam do ano e jogou bem em Paris, ainda que Roland Garros tenha me tirado muito na parte mental, física e emocional", afirmou Djokovic na entrevista oficial deste domingo. "Mas também me deu uma quantidade incrível de energia positiva e gerou uma onda que estou tentando aproveitar".

Experiente, Djokovic no entanto diz que não pôde comemorar demais. "Não pude desfrutar demais do título em Paris, e quatro dias depois já estava treinando na grama. Então não houve muito tempo para reflexões sobre tudo o que aconteceu em Paris. O calendário do tênis é assim, precisamos virar rapidamente a página. Espero ir tão bem aqui como em 2018 e 2019. Este lugar me encanta, é um sonho. Desde meus sete anos queria ganhar Wimbledon. Caminhar pelas quadras me dá arrepios e me inspira a jogar meu melhor".

A pergunta mais óbvia era sobre sua expectativa de chegar ao 20ª troféu de Grand Slam, mas o sérvio foi cauteloso. "Acabei de chegar aos 19, então sei agora qual é essa sensação. Tomara eu consiga saber saber como são os 20 dentro duas semanas", brincou. "Os Grand Slam são a maior motivação que tenho nesta altura da minha carreira, como já disse várias vezes. Quero aproveitar ao máximo esses torneios para alcançar cifras maiores, por isso procuro jogar meu melhor nesses eventos. Foi assim nesse último ano e meio e será assim até o fim da minha carreira".

Mais uma vez, Djokovic foi cutucado sobre o tema 'Goat' (sigla em inglês para melhor de todos os tempos) e o sérvio habilmente contornou a questão. "O maior desafio é se manter no presente, deixar de lado as possibilidades, as hipóteses e as muitas opções que existem. Para mim sempre há algo em jogo, acredito que para Rafa (Nadal) e Roger (Federer) também, afinal se trata da história do tênis. Nós três temos obtido êxito nos Slam e entendo o debate sobre quem é o maior ou somará mais títulos. Acontecem muitas coisas fora da quadra, mas uma vez que entro para jogar tento excluir todas as distrações e acho que fiz isso bem nos últimos anos. Aqui em Wimbledon terei de fazer isso todos os dias".

Sobre seu adversário de estreia, o quase desconhecido Jack Draper, canhoto de 19 anos que teve duas ótimas vitórias na semana passada, em Queen's, o cabeça 1 reconheceu não saber muita coisa. "Eu o vi jogar contra o (Jannik) Sinner em Queen's e aproveitei quando treinei aqui com Sinner para fazer algumas perguntas. Sei que é canhoto e isso é tudo. Terei de fazer minha parte, ver vídeos, conversar com outros jogadores. Certamente ele terá apoio do público. O fato de jogar como atual campeão é muito especial para mim, porém também pode ser perigoso contra alguém que não tem nada a perder".

Djokovic explicou sobre as mudanças feitas pelos organizadores: "Estou acompanhado de três pessoas, que foi o máximo permitido para cada jogador, e ficamos todos no único hotel oficial. Não é o ideal, a ninguém agrada estar numa bolha, mas não será a primeira nem a última que temos de encarar. Ao menos tivemos tivemos clima bom nestes dois dias que estou aqui. Não há muita gente pelo Club, então podemos caminhar sem problemas. Mas certamente isso mudará quando os jogos começarem e houver público. Enfim, é para todos e estou me sentindo muito bem, batendo firme na bola e concentrado ao máximo".

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