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Federer diz que meta é chegar na segunda semana
26/06/2021 às 15h32

Federer estreará na terça-feira em Wimbledon contra o canhoto francês Adrian Mannarino

Foto: Site oficial

Londres (Inglaterra) - Diante de seus mais recentes resultados depois da cirurgia no joelho, o suíço Roger Federer estabeleceu metas pouco ousadas para seu retorno a Wimbledon, o torneio que venceu oito vezes e é o atual vice-campeão. O agora número 8 do ranking diz que o objetivo é passar as três primeiras rodadas e chegar à segunda semana e diz que o Grand Slam britânico será essencial para revelar qual seu real estágio físico e técnico.

"Não fiquei nada contente com minha atuação em Halle", revelou o suíço, referindo-se à derrota no terceiro set diante do canadense Felix Aliassime. "Aquele jogo saiu do meu controle na parte mental no terceiro set, quando me vi uma quebra atrás. Agora, olho para trás e sei que isso não voltará a ocorrer porque estou mais preparado, inclusive no lado emocional. Estou animado e quero fazer tudo melhor".

Federer diz que procura ver o lado positivo que é voltar a competir em Wimbledon. "Estou aqui e tenho uma nova oportunidade. Se pegar ritmo e chegar na segunda semana, que é minha meta, então estarei mais forte a cada partida. Creio que tudo é possível". Ele no entanto revela que sentiu um clima diferente com as novas condições impostas ao circuito. "Está tudo muito diferente do que nos últimos 20 anos. Vinha com a família, ia a todos os lugares, fazíamos compras para casa. De qualquer forma, ainda me sinto privilegiado por poder jogar Wimbledon depois de tudo o que se passou com a pandemia e minhas lesões".

Questionado sobre a proximidade dos 40 anos, o suíço afirmou que nunca imaginou que continuaria em atividade nessa altura da vida. "Pensava que poderia jogar até os 35, que já é algo expressivo. Lembro que conversei com (Pete) Sampras uns 10 anos atrás e ele me perguntou quanta gasolina ainda eu tinha no tanque. Ele já acha que eu estava no final, que 33 anos seria o máximo. Nunca pensei que chegaria aos 40, ainda mais depois das cirurgias. Continuo amando o que faço e veremos se os resultados voltarão. Este Wimbledon é muito imporante para mim".

Por fim, Federer comentou sobre o treino que fez junto a Andy Murray na sexta-feira. "Foi genial compartilhar a quadra com ele de novo. Até conversamos de qual teria sido a última vez, acredito que foi no Australian Open de 2005 ou algo por ali, ele achou que foi Roma em 2006. O fato é que fazia muito tempo que não acontecia. Eu o vi bem, muito cômodo sobre a grama. Espero que ele possa ir longe, assim como eu".

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