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Federer em Wimbledon é incógnita para analistas
22/06/2021 às 14h54

Londres (Inglaterra) - Embora o suíço Roger Federer seja o maior campeão da história em Wimbledon, sua capacidade de brigar pelo título neste ano é uma incógnita para os analistas ouvidos pelo Tennis.com. Há um misto de esperança pelo que o ex-número 1 do mundo pode fazer no All England Club, mas principalmente uma grande incógnita à sua condição.

“Adoraria vê-lo vencendo Wimbledon, mas se ele chegasse às quartas de final ou semifinais e parasse, para mim já seria um vencedor”, afirmou a lenda do tênis norte-americano Chris Evert, que venceu 18 títulos de Grand Slam, sendo três deles em Wimbledon (1974, 1976 e 1981).

“Não sei quanto ele tem no tanque, nem como está mentalmente. Sei que seu corpo não pode jogar um ano inteiro. Ele adora o jogo, no entanto teve que resistir e ficar treinando forte. Passou por duas cirurgias ao longo de um ano só para continuar jogando e tentar se dar bem em Wimbledon. Eu só queria que ele tivesse disputado mais partidas, precisava disso”, complementou Evert.

Já para a compatriota Pam Shriver, ex-número 3 do mundo em simples e 1 nas duplas, a situação atual de Federer é mais preocupante. “Não acho que ele deva competir se estiver significativamente abaixo do 'nível de Roger Federer' e acho que os dois sets finais (em Halle) mostram que está significativamente abaixo desse nível”, falou a analista do Tennis Channel.

“Estou preocupada com ele pela primeira vez. Quando você tem problemas nos joelhos, uma superfície escorregadia como a grama também pode criar ansiedade”, acrescentou Shriver, que venceu 21 títulos em simples e 112 nas duplas, sendo 21 destes em Grand Slam.

Analista da ESPN, o norte-americano Patrick McEnroe ficou dividido ao abordar o assunto. “Fisicamente, a grama não é tão desgastante. Você pode passar por algumas partidas facilmente se for um dos poucos caras que é realmente bom no piso. Só que combinado com a incerteza de sua condição física, vai ser muito difícil para Roger”, opinou.

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