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'Ainda tenho muito a melhorar na grama', diz Rublev
19/06/2021 às 16h30

Aos 23 anos, o russo disputará em Halle uma inédita final em quadras de grama

Foto: ATP

Halle (Alemanha) - Finalista do ATP 500 de Halle, Andrey Rublev faz a melhor campanha da carreira em quadras de grama. O russo de 23 anos e atual número 7 do mundo disputará no domingo sua primeira final no piso. Ele enfrenta o francês Ugo Humbert a partir das 9h (de Brasília) e garante que ainda tem muito a evoluir nessa superfície.

"Acho que posso jogar em todas as superfícies e vou tentar o meu melhor novamente amanhã, disse Rublev, depois de vencer a semifinal contra o georgiano Nikoloz Basilashvili por 6/1, 3/6 e 6/3 neste sábado. "Eu me adaptei à grama, mas ainda há muitas coisas que posso melhorar. Por exemplo, com o slice, o voleio e a movimentação".

"Além disso, defender na grama é diferente, porque não dá para usar bolas altas como no saibro, então acho que ainda estou longe", ponderou o russo, que aposta em seu estilo agressivo e na potência de seus golpes para ter bons resultados na grama. "Se você joga agressivo, isso te ajuda muito na grama, então acho que meu jogo para esta superfície está ok".

Rublev havia vencido seus três primeiros jogos no torneio em sets diretos, mas teve mais dificuldades na semifinal deste sábado. "Tive boas oportunidades para quebrar o saque dele no segundo set, errei alguns forehands bem fáceis, e me estressei um pouco, mostrando as minhas emoções. Depois voltei e fiquei calmo, até o último game e consegui vencer".

Derrota na estreia em Paris já é passado
O russo tenta apagar a impressão negativa da eliminação na primeira rodada de Roland Garros para o alemão Jan-Lennard Struff. "Passado é passado e eu não posso mudar isso. Gostaria de ter obtido ótimos resultados em Paris, mas enfrentei um adversário difícil como o Struff logo na estreia. Agora eu tento me concentrar na grama aqui em Halle, onde estou nas final e tentando fazer o meu melhor".

Russo comenta a desistência de Nadal
O atual sétimo do ranking também foi perguntado sobre suas chances em Wimbledon após a desistência do número 3 do mundo e bicampeão do torneio Rafael Nadal. "Claro que para jogadores como eu, não ter o Nadal jogando é uma grande vantagem. Agora eu serei um cabeça-de-chave melhor no torneio, mas há muitos outros caras que são difíceis de enfrentar na grama. Por exemplo, imagine ter Struff de novo, mas na primeira rodada de Wimbledon, ou o Nick Kyrgios. Na grama, é muito difícil enfrentar jogadores que sacam bem".

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