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Fora do circuito, Clezar atua no mercado financeiro
19/06/2021 às 11h17

Clezar decide em setembro se voltará ou não ao circuito profissional

Foto: Arquivo

Porto Alegre (RS) - Atual número 5 do Brasil, o gaúcho Guilherme Clezar anunciou neste sábado o início de uma nova fase em sua carreira. Enquanto está afastado do circuito por conta de lesões e cirurgias nos dois pés, o gaúcho de 28 anos e 276º no ranking da ATP vai atuar no mercado financeiro. Clezar é formado em administração e já vinha estudando o mercado da ações há alguns anos. Ele ficará afastado do circuito pelo menos até setembro. Só então, vai decidir se voltará ou não a jogar tênis profissionalmente.

"Quando eu tinha 21, meus pais falavam "por que tu não faz uma faculdade?", e eu respondia com aquela cabeça de menino: "Quando eu parar de jogar, dou um jeito." Muita coisa passou e hoje, aos 28, estou aqui, formado em administração, licenciado como assessor de investimentos e prestes a fazer parte do escritório Origem Invest, filiado ao Safra Invest, do Banco Safra, em Porto Alegre", escreveu Clezar, em seu perfil no Instagram.

 
 
 
 
 
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"Com 24-25 anos, eu não tinha chegado perto dos 100 do mundo. Tinha sido 153, mas ainda não tinha conseguido dar "aquele" passo realmente para ter uma carreira sólida, que me colocasse em um patamar acima. Ali bateu um desânimo muito grande. Felizmente, nessa época eu me aproximei do Larri Passos, que foi muito importante para mim. Ele me agregou valores como pessoa", acrescentou o tenista, que atingiu o melhor ranking da carreira em 2015.

"Quando a gente viaja e não está jogando nem treinando, fica com um tempo ocioso que pode ser até perigoso. A gente começa a ver besteira e ocupa a cabeça com coisas que não são boas. Depois que eu dei uma amadurecida, pensei em ocupar a cabeça com coisas que pudessem me dar munição no futuro. Vi que a carreira de tenista, obviamente, não iria durar pra sempre, e eu sabia que em algum momento teria que fazer outra coisa", afirmou o gaúcho. "Comecei a gostar de ter a cabeça ocupada e acabei a faculdade em três anos e meio. Obviamente, eu ainda estava focado no tênis. Eu treinava cinco horas por dia e, quando acabou a faculdade, comecei a ocupar meu tempo vendo vídeos sobre investimentos no YouTube. Ficava 2h, 3h pesquisando. Fui me aprofundando, conhecendo os indicadores das empresas e como elas trabalhavam".

Decisão sobre o retorno só em setembro

 
 
 
 
 
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Vencedor de dois torneios de nível challenger, Clezar tem uma vitória na ATP e disputou uma chave principal de Grand Slam, no US Open de 2016. Na atual temporada, ele atuou em apenas quatro torneios e só conseguiu vencer um jogo no quali para o ATP de Buenos Aires.

"Neste ano, eu fui diagnosticado com Síndrome de Haglund. É uma saliência no osso que fica raspando no tendão. Eu jogava uma partida e tudo bem. Jogava duas, começava a sentir muita dor. Na terceira, eu quase não conseguia andar. Operei os dois pés. Falei com a ATP e pedi um ranking protegido. Tenho que ficar seis meses sem jogar. Nesse período, fiz a prova para obter a licença como assessor de investimentos e passei com mais de 90%. Seis meses são um tempo legal para acertar a vida. Até setembro, vou me ajeitar aqui, ver o que tenho de opções e ver como ficam os meus pés. Quando setembro chegar, verei se tenho vontade de voltar a jogar".

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