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Djokovic quer recorde e sonha com 'Golden Slam'
13/06/2021 às 19h23

Paris (França) - O sérvio Novak Djokovic era só felicidade após conquistar Roland Garros pela segunda vez, se tornando apenas o terceiro tenista da história a ter pelo menos dois títulos em cada um dos quatro Grand Slam. Obstinado por marcas e recordes, ele também não deixa de pensar na sequência do circuito, já está de olho em Wimbledon e até sonha com o ‘Goden Slam’.

“Vou curtir essa vitória e em alguns dias pensarei nisso. Não tenho problema em dizer que vou buscar o título em Wimbledon, onde tive grande sucesso nas últimas temporadas e espero poder manter essa sequência. Minha jornada profissional definitivamente tem sido fantástica até agora. Realizei algumas coisas que muitas pessoas acreditavam que não eram possíveis”, falou o sérvio.

“Agora estou em uma boa posição para tentar o ‘Golden Slam’, mas em 2016 eu estava na mesma situação e fui derrotado na terceira rodada em Wimbledon. Além disso, este ano faltam apenas duas semanas entre a partida de hoje e a primeira rodada em Wimbledon, o que não é ideal”, complementou Djokovic, também pensando em um ouro inédito nos Jogos Olímpicos.

Sobre sua 19ª conquista em Slam, se aproximando dos 20 títulos do suíço Roger Federer e do espanhol Rafael Nadal, o líder do ranking falou que nunca viu essa marca como impossível de alcançar. “Ainda não cheguei lá, mas é um a menos. Mesmo assim, eles continuam jogando e estão indo muito bem, principalmente o Rafa”, observou Nole.

“Nós três temos nossas chances em Wimbledon e nos demais Grand Slams, então estamos todos competindo por esse recorde incrível e é algo que continuarei a perseguir”, acrescentou o número 1 do mundo, que com o título em Paris retomou a liderança na corrida da temporada.

Questionado sobre a partida, o sérvio elogiou o grande início de Tsitsipas e destacou a importância da pausa entre o segundo e o terceiro sets para colocar a cabeça no lugar e iniciar a virada. “Ele começou muito bem em um primeiro set muito próximo e instável, mas foi o melhor jogador nos pontos decisivos. No segundo set eu caí fisicamente e mentalmente e permiti que ele dominasse aquela parte do jogo”, analisou.

“Depois de ir para o vestiário consegui sair com uma mentalidade diferente, mais revigorada e tive aquele descanso rápido que me ajudou. Desde então, senti melhor a bola e o ímpeto e a dinâmica estavam do meu lado. Algo havia mudado e a partir daquele momento e não havia como voltar atrás”, finalizou o bicampeão de Roland Garros.

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