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Krejcikova diz que título motiva a trabalhar mais
12/06/2021 às 17h55

Paris (França) - A possibilidade de se deitar em cima dos louros da vitória não entra nem em cogitação para a tcheca Barbora Krejcikova, que neste sábado venceu seu primeiro título de Grand Slam em simples, batendo a russa Anastasia Pavlyuchenkova na final em batalha de três sets, vencendo com parciais de 6/1, 2/6 e 6/4.

“Não tenho planos de mudar nada ou fazer algo diferente do que tenho feito. Essa é uma grande motivação para voltar a trabalhar, curtir a caminhada, curtir o tênis e tudo em geral. Acho que muitas coisas mudarão ao meu redor, mas ainda vou ser aquela garota de uma pequena cidade que costumava jogar tênis contra a parede”, falou a campeã de Roland Garros.

Krejcikova fez questão de dizer que o título é um sonho que se torna realidade. “São tantas emoções que está difícil articular todas as palavras e dar-lhes algum sentido nesse momento. Fico feliz por ter sabido manejar as situações e como fiz tudo isso. Entrei em quadra e não senti o mesmo pânico que tive em outras partidas, isso foi muito bom”, observou a tcheca.

“Sempre sonhei vencer aqui na Roland Garros, onde conquistei meu primeiro título (de Grand Slam) em duplas e depois nas mistas. Eu estava dizendo a mim mesma, antes da final, como seria ótimo ganhar o título nas três categorias. Mal posso acreditar no que estou vivendo”, complementou a tenista de 25 anos.

Ela falou novamente sobre a relação com Jana Novotna, uma das mentoras de sua carreira. “Trabalhamos juntas em muitos aspectos, mas nunca tentei imitá-la. Acho que cada um é especial. A gente trabalha muito mesmo na questão dos slices, tenho usado muito durante os últimos jogos e hoje também. É um golpe que adoro e que é difícil de neutralizar”, comentou.

“Jana é alguém muito especial para mim. Quando eu tinha 18 anos e terminei meu primeiro ano, não sabia realmente o que fazer. Houve um momento em que fui à sua casa com meus pais para pedir seus conselhos e ela foi muito legal comigo. Tínhamos um vínculo muito especial e quando descobri que estava doente e que não ia ficar bem, percebi tudo o que estava me dando”, destacou Krejcikova.

Semifinalista duas vezes em Paris, Novotna, Novotna foi número 2 do mundo e campeã de Wimbedon em 1998. A ex-jogadora profissional foi uma das primeiras treinadoras de Krejcikova e faleceu vítima de um câncer em 2017 aos 49 anos. “Ela adoraria me ver ganhar e saberia o que isso significa para mim, assim como eu sei o que significa para ela”, finalizou a tcheca.

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