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Para Djokovic, vitória foi como 'escalar o Everest'
11/06/2021 às 22h21

Djokovic impôs apenas a terceira derrota de Nadal em 108 partidas no saibro de Roland Garros

Foto: Nicolas Gouhier/FFT

Paris (França) - A histórica virada na semifinal de Roland Garros encheu Novak Djokovic de confiança para a decisão do torneio no próximo domingo. O número 1 do conseguiu superar o treze vezes campeão Rafael Nadal nesta sexta-feira em Paris. Ciente do vitorioso histórico do espanhol no Grand Slam francês, o sérvio compara a façanha como "escalar o Everest" e coloca essa partida como uma das mais memoráveis de sua carreira.

"Esta é certamente a melhor partida de que já joguei em Roland Garros, e uma das três melhores que de toda a minha carreira. É uma dessas noites e partidas que vou me lembrar para sempre", disse Djokovic, após a vitória por 3/6, 6/3, 7/6 (7-4) e 6/2 em 4h11 de jogo. Campeão de Roland Garros, o sérvio busca o segundo título em Paris e o 19º Grand Slam da carreira.

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"Eu falo isso, considerando a qualidade do tênis, e por jogar contra o meu maior rival numa quadra onde ele teve tanto sucesso e foi dominante nos últimos 15 anos. E com uma atmosfera completamente elétrica para ambos os jogadores. Tivemos muito apoio. Foi simplesmente incrível", acrescentou o experiente jogador de 34 anos.

"É difícil encontrar palavras maiores do que todos os superlativos que você possa imaginar para as conquistas de Rafa em Roland Garros. Ele foi o jogador mais dominante da história desse torneio. Ele joga aqui há quase 20 anos e só perdeu três jogos", comenta o sérvio, sobre o impressionante aproveitamento do espanhol em Roland Garros, com 105 vitórias e apenas três derrotas.

"A quantidade de vitórias que ele conquistou nesta quadra é incrível. Cada vez que você pisa na quadra com ele, você sabe que tem que escalar o Monte Everest para vencer esse cara aqui", citou o número 1 do mundo, que já havia derrotado Nadal em Paris nas quartas de final de 2015. "Eu havia vencido apenas uma vez em nossas oito partidas que jogamos aqui em Roland Garros. Mas tentei pegar alguns pontos positivos e algumas dicas daquela vitória de 2015 para implementar esta noite, e funcionou muito bem".

Sérvio não se intimidou com desvantagem no placar

Djokovic não teve um bom início de partida, sofreu duas quebras seguidas e perdia o primeiro set por 5/0. Até por isso, ele acredita que a reação que teve no fim da parcial, mas sem conseguir evitar a perda do set, foi de fundamental importância para que ele conseguisse virar o jogo. "Mesmo que eu não tenha tido um ótimo começo, eu não estava tão nervoso porque senti como se estivesse batendo na bola muito bem.

"Era só uma questão de ir trabalhando para entrar na partida e me ajustando à bola dele, que é completamente diferente da de qualquer outro jogador. A quantidade de spin com que ele joga com o forehand é tremendo. Mas eu estava pronto. Eu estava me sentindo bem mentalmente e fisicamente. Eu estava motivado. Eu tinha um plano tático muito claro, sobre o que eu precisava fazer para ter um desempenho melhor do que tive na final do ano passado.

"O início da partida foi meio parecido com o último jogo, mas consegui reagir no fim do primeiro set. Mesmo que eu tenha perdido, eu senti como se tivesse descoberto o meu jogo depois do 6/3. Então, eu consegui quebrar o saque dele logo no início do segundo set e as coisas começaram a funcionar muito bem".

Final no domingo, contra Tsitsipas 
Djokovic agora tenta concentrar energias para a final do próximo domingo, contra o grego Stefanos Tsitsipas, de apenas 22 anos e número 5 do mundo, que disputa uma inédita final de Slam. "Não é a primeira vez que jogo uma semifinal épica em um Grand Slam e depois tenho que voltar em menos de 48 horas e jogar a final. Mas minhas habilidades de recuperação sempre foram boas ao longo da minha carreira. Obviamente, meu fisioterapeuta vai tentar fazer todo o possível para que eu possa estar pronto. Como joguei bastante tênis, não preciso treinar muito. Eu sei o que preciso fazer".

"Para o Tsitsipas vai ser a primeira vez na final de um Grand Slam. É uma grande conquista, mas tenho certeza que ele não quer parar por aí. Ele está em ótima forma. Acho que ele lidera a corrida para o ATP Finals deste ano e é o jogador com mais vitórias na temporada. Acho que ele amadureceu muito como tenista e o saibro é, sem dúvida, sua melhor superfície", disse o sérvio, que tem cinco vitórias e duas derrotas contra Tsitsipas no circuito. "Tivemos uma batalha épica de cinco sets na semifinal do ano passado aqui. Sei que vai ser outro jogo difícil. Espero poder recarregar minhas baterias o máximo que puder".

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