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Krejcikova também decide na dupla e tenta o nº 1
11/06/2021 às 14h42

Krejcikova pode ser a primeira jogadora desde 2000 a vencer em simples e duplas em Paris

Foto: FFT
Mário Sérgio Cruz

Paris (França) - Um dia depois de garantir vaga na final de simples em Roland Garros, a tcheca Barbora Krejcikova também avançou no torneio de duplas. Krejcikova e a compatriota Katerina Siniakova venceram a semifinal desta sexta-feira contra a polonesa Magda Linette e a norte-americana Bernarda Pera por 6/1 e 6/2. De quebra, a ex-líder do ranking de duplas e atual sétima colocada tem chance de recuperar a primeira posição em caso de título.

Krejcikova, que disputa a final de simples no sábado contra a russa Anastasia Pavlyuchenkova, tenta ser a primeira jogadora a vencer os dois troféus em Paris desde a francesa Mary Pierce em 2000. Já a última campeã de Grand Slam a vencer os torneios de simples e duplas foi Serena Williams, na grama de Wimbledon em 2016. Recentemente, a italiana Sara Errani (2012) e a tcheca Lucie Safarova (2015) também jogaram as duas finais em Paris, mas só conquistaram o torneio de duplas.

"Estou super feliz. Katerina jogou muito bem hoje, e ela estava me ajudando muito. Pelo placar, pode parecer que o jogo foi fácil, mas não foi. Espero que tenhamos economizado um pouco de energia para a final. Estou ansiosa para jogar mais duas vezes na Chatrier. É sempre perfeito jogar nesta quadra porque ela é linda. Acho que vai ser muito divertido jogar essas duas finais", disse Krejcikova durante a entrevista coletiva.

Parceria entre as tchecas vem desde o juvenil
A parceria entre Krejcikova e Siniakova tem dois títulos de Grand Slam. Elas venceram Roland Garros e Wimbledon em 2018. No início deste ano, as tchecas também foram finalistas do Australian Open. Elas jogam juntas desde os tempos de juvenil, tendo vencido três Slam na categoria ainda em 2013, em Londres, Paris e no US Open.

"Eu acho isso ótimo. Estamos juntas desde o juvenil até aqui. É uma jornada muito longa. Sou grata por ainda jogarmos juntas. Nós somos como uma equipe e estamos nos conhecendo mais e mais, e isso é muito importante para duplas. Por outro lado, é muito difícil porque as outras meninas sabem como a gente joga. Mas acho que estamos fazendo um bom trabalho", acrescentou a tcheca de 25 anos.

Duelo com Swiatek e Mattek-Sands na final

As adversárias das tchecas na final serão a norte-americana Bethanie Mattek-Sands e a polonesa Iga Swiatek, que venceram a argentina Nadia Podoroska e a romena Irina Begu na outra semifinal por 6/3 e 6/4. Aos 36 anos, Mattek-Sands busca seu sexto Grand Slam em duplas femininas, sendo o terceiro em Roland Garros. Ela venceu as edições de 2015 e 2017 ao lado da tcheca Lucie Safarova. Já a atual parceira Iga Swiatek foi campeã de simples em Paris no ano passado e disputa a primeira decisão nas duplas.

"Temos jogado cada vez melhor e evoluímos a cada partida. Cada dupla que enfrentamos foi um pouco diferente, então acho que mudamos um pouco nosso estilo de jogo", disse Mattek-Sands. "Acho que a melhor parte de ter a Iga como parceira é que temos muitos planos diferentes e muitas jogadas diferentes".

"Nós podemos jogar buscando as paralelas, podemos ficar as duas na rede, ou as duas no fundo. Quando jogamos juntas em Miami, eu ficava com o forehand e ela com o backhand, agora invertemos. Acho que podemos jogar nos dois lados. Eu amo isso sobre nosso estilo. Se a gente enfrentar tenistas que não gostam tantos de lobs, sinto que podemos fazer isso. Então, para mim, é emocionante jogar com alguém que tem tantos recursos. É muito divertido. Podemos ser criativas", complementou a norte-americana.

Swiatek também falou sobre suas condições físicas, já que sentiu um incômodo na perna direita durante o jogo contra Maria Sakkari nas quartas de final de simples. "Sobre aquela lesão na minha partida de simples, eu não chamaria de lesão, porque acho que foi causa de todo esse estresse e das emoções que eu acabei sentindo tudo duas vezes mais do que deveria. Não foi tão ruim. Com certeza o dia de folga de ontem me ajudou muito. Nós fizemos uma boa recuperação. E agora toda a pressão sobre mim acabou. Estou mais relaxada e me soltei. Isso é excelente. Você pode ver isso hoje no meu saque. Fisicamente, com essa atitude, eu me sinto muito melhor e não estou preocupada com isso".

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