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Krejcikova defende invencibilidade de 11 jogos
10/06/2021 às 20h06

Tcheca está sem perder desde Roma e venceu 13 dos últimos 14 jogos que disputou

Foto: Corinne Dubreuil/FFT
Mário Sérgio Cruz

Paris (França) - A difícil vitória na semifinal de Roland Garros nesta quinta-feira ampliou a série invicta de Barbora Krejcikova. Ao superar a grega Maria Sakkari por 7/5, 4/6 e 6/7, em uma batalha de 3h18, a tcheca de 25 anos e 33ª do ranking chegou ao 11º triunfo consecutivo no saibro. Antes de jogar em Paris, ela vinha da conquista de seu primeiro WTA 250 em Estrasburgo. Além disso, Krejcikova venceu 13 dos últimos 14 jogos que fez no saibro. Ela enfrenta a russa Anastasia Pavlyuchenkova no próximo sábado, em busca de seu primeiro título de Grand Slam.

"Eu sempre quis jogar partidas como esta, sempre quis jogar grandes torneios, contra grandes adversárias, nas últimas rodadas. Sempre foi algo que eu queria alcançar. Estava demorando muito. Levei algum tempo, mas acho que agora é momento certo", disse Krejcikova, durante a entrevista coletiva após a partida. A tcheca acredita que a pausa nas competições durante a pandemia foi importante para que ela pudesse estar cada vez mais pronta para os desafios do circuito.

"Eu realmente amadureci, especialmente mentalmente", afirmou a jogadora, que não perde desde o WTA 1000 de Roma, em jogo que teve dois match-points contra Iga Swiatek. "Eu também estou vendo que existem outras coisas no mundo que são mais difíceis do que apenas jogar tênis e perder uma partida de tênis. Tem muitas coisas me vieram à mente. Eu apenas senti: 'Apenas relaxe porque você é saudável, curta o momento e curta o jogo'. Eu estou fazendo algo que talvez outras pessoas gostariam de fazer, mas não podem. Acho que é uma abordagem muito boa para isso".

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Krejcikova precisou salvar um match-point na semifinal contra Sakkari e destacou seu espírito de luta na partida. "A Maria é uma grande jogadora. Eu sei que ela luta muito em quadra e estava jogando muito bem hoje. Na verdade, acho que ambas merecíamos vencer porque fizemos um jogo muito bom. Mas apenas uma pode vencer. Estou muito feliz que tenha sido eu. A partida teve muitos altos e baixos e disse a mim mesma: 'Apenas lute, lute, lute até o último ponto'. Fico feliz por ter lutado tanto".

A tcheca reconhece que chegar à final de um Grand Slam parecia um sonho distante em seu começo no tênis. "Quando eu era criança, cresci em uma cidade pequena, onde não tínhamos treinadores profissionais ou algo assim. Eu nunca pensei que realmente seria uma jogadora profissional. Eu estava sempre me divertindo. Eu só gostava muito de jogar. Nunca fui forçada a realmente treinar. Mais tarde, quando eu tinha 16 ou 17 anos, e estava jogando o circuito juvenil, então que talvez eu poderia ter uma carreira como esta. Mas nunca imaginei que eu seria uma finalista de Grand Slam. Eu realmente não posso acreditar que isso está realmente acontecendo".

Mais homenagens à mentora Jana Novotna 
E novamente, Krejcikova fez questão de valorizar uma pessoa fundamental para sua carreira, a ex-número 2 do mundo e campeã de Wimbledon Jana Novotna, que foi uma de suas primeiras treinadoras em temo integral no circuito e atuou como mentora da tenista tcheca. Ainda em quadra, ela prestou uma homenagem a Novotna, que faleceu vítima de um câncer em 2017 aos 49 anos. "Jana está no andar de cima, olhando por mim. Eu sinto muita falta dela. Tenho que agradecer, porque é por causa dela que estou aqui".

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