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Swiatek define Olimpíadas como a próxima meta
09/06/2021 às 18h16

Swiatek diz que ainda não se sente 100% confortável para jogar na grama e estará sem pressão ou expectativas

Foto: Divulgação

Paris (França) - Campeã de Roland Garros no ano passado e superada nas quartas de final do torneio deste ano, Iga Swiatek estabeleceu as Olimpíadas de Tóquio como sua principal meta para o restante da temporada. Isso porque a polonesa de 20 anos e número 9 do mundo ainda não se sente 100% confortável para jogar nas quadras de grama e garante que estará sem pressão ou expectativas em Wimbledon.

"Não sei se me lembro de como jogar na grama, então vamos ver como vai ser. Não estou colocando nenhuma expectativa ou pressão sobre mim porque, na verdade, só quero aprender como jogar lá. Provavelmente vou dizer isso por mais alguns anos. Mas, sim, com certeza vamos nos preparar mais para as Olimpíadas e meu próximo pico provavelmente será em Tóquio", disse Swiatek, após a derrota por duplo 6/4 para a grega Maria Sakkari nesta quarta-feira em Paris.

A polonesa foi campeã juvenil de Wimbledon em 2018, mas sabe que a situação no circuito profissional é bem diferente. "Quando eu estava jogando naquele ano, estava com tanta raiva por não ter vencido Roland Garros juvenil, que eu acabei vencendo Wimbledon. Acho que fisicamente eu estava melhor do que as minhas adversárias e do que qualquer jogadora juvenil lá. Além disso, as condições daquele ano eram boas, porque estava muito quente. A bola estava quicando basicamente igual no saibro. Mas em 2019, não tive uma boa campanha em nenhum dos torneios de grama. Basicamente, é por isso que sinto que não sou consistente. Acho que vai me fazer bem não ter expectativas e apenas jogar".

Swiatek não culpa o torneio de duplas por problemas físicos
Apesar de ter sentindo um incômodo na coxa direita durante a partida, a polonesa nega que tenha se desgastado demais no torneio de duplas. Ela é semifinalista ao lado da norte-americana Bethanie Mattek-Sands e encara a romena Irina Begu e a argentina Nadia Podoroska.

"O que eu sei até agora é que não é nada sério. Mas quando eu estava na quadra, eu me sentia totalmente diferente. Eu não consegui nem dormir bem ontem. Dormi algumas horas. Acho que estava sentindo tudo duas vezes mais do que deveria. Tomei a decisão de colocar uma proteção apenas para ter certeza. Isso me deu um pouco mais de confiança quando estava em movimento. Ainda assim, meu tempo de reação foi ruim. Não joguei bem taticamente e também tecnicamente".

"Não acho que foram as duplas. Como eu disse desde o início, isso realmente me ajudou. Mas, é claro, eu tive uma temporada bem intensa. Joguei muitos torneios, mais do que em anos anteriores. Estou feliz com os resultados que tenho, mas também estou constantemente trabalhando. Com certeza, vamos tentar relaxar um pouco. Basicamente, quando eu fecho os olhos, eu só vejo quadras e bolas de tênis. Então é bem cansativo".

Swiatek já havia dito depois de seu jogo das oitavas, em que venceu a ucraniana Marta Kostyuk por 6/3 e 6/4, que não abandonaria o torneio de duplas. "Eu não vou desistir. Obviamente, sou uma jogadora de simples, mas as duplas também são importantes para mim. Não sou o tipo de pessoa que desiste se não tiver um bom motivo para isso. Vou jogar até o fim e fisicamente me sinto bem. Eu trabalhei muito e não desperdicei nenhum dia de treinos, então sinto que meu corpo aguenta.

"Então, estou pronta para jogar. Além disso, acho que a dupla me dá mais pontos positivos, porque se eu não jogasse, teria que passar mais tempo treinando, e é mais difícil de motivar quando você está só treinando. Então isso me dá ritmo e tenho algo em que me concentrar, o que é ótimo. E também é divertido jogar com a Bethanie".

'Ela atacou muito bem o meu forehand', disse a polonesa

A número 9 do mundo também fez uma análise sobre a partida com Sakkari. "Obviamente, eu não joguei meu melhor tênis. Isso é certeza. Mas Maria fez um bom trabalho atacando o meu forehand, que não estava funcionando tão bem hoje. Ela escolheu boas táticas, com certeza. Tive dificuldade em escolher a posição certa para jogar e não consegui fazer algumas jogadas que geralmente me dão pontos. Então, a minhas bolas não estavam tão profundas ou pesadas. Basicamente, essa é minha maior arma, então era muito difícil jogar sem ela. Mas dias assim acontecem e é normal".

"Eu conheço o estilo de jogo dela. Isso não me surpreendeu. Mas cometi alguns erros no início, e ela simplesmente aproveitou a chance. Todo o crédito para ela, porque ela também me fez sentir realmente mal. Isso é o que os jogadores fazem uns aos outros. Ela fez isso melhor hoje".

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