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Krejcikova revela que cogitava nem entrar em quadra
07/06/2021 às 20h06

Krejcikova disse que acordou muito estressada e precisou falar com psicóloga minutos antes da partida

Foto: Divulgação
Mário Sérgio Cruz

Paris (França) - Apesar de estar garantida nas quartas de final de um Grand Slam pela primeira vez na carreira, a tcheca Barbora Krejcikova revelou que quase não entrou em quadra para enfrentar a norte-americana Sloane Stephens nesta segunda-feira. A jogadora de 25 anos e 33ª do ranking disse que acordou muito mal, que estava bastante estressada para a partida, e que só conseguiu se acalmar depois de conversar com sua psicóloga. Ela considera o simples fato de ter disputado a partida como uma vitória pessoal e terminou o jogo vencendo por 6/2 e 6/0.

"Na verdade eu realmente não sei o que aconteceu hoje, porque eu acordei me senti muito mal. Não sei porque. Eu me senti muito estressada. Meia hora antes da partida, eu nem sequer queria entrar na quadra, porque eu realmente senti muito mal", disse Krejcikova, durante a entrevista coletiva. "Tive que me trancar na sala de fisioterapia e falar com minha psicóloga. Eu estava realmente chorando. Eu me senti muito, muito mal, e não sei por quê. Simplesmente aconteceu. Nós conversamos muito sobre isso, e ela me disse assim: 'Se você puder superar isso, o que você sente agora, vai ser uma grande vitória, e não importa se você vai ganhar ou perder na quadra, porque vai ser uma vitória pessoal".

"Acho que depois do primeiro ponto, as coisas ficaram um pouco melhores, um pouco mais fáceis. Então eu quebrei o saque dela e senti que eu realmente poderia jogar com ela (sorrindo). Acho que estava mais estressada, pensando que não seria boa o suficiente. Eu acho que foi isso que aconteceu", complementou a tcheca, que também está nas quartas de final de duplas femininas, ao lado de Katerina Siniakova. Já nas duplas mistas, ela também chegou às quartas, mas perdeu nesta segunda-feira ao lado do eslovaco Filip Polasek.

Duelo com Gauff nas quartas de final
Krejcikova agora se prepara para enfrentar a norte-americana Coco Gauff, jovem promessa de 17 anos e já número 25 do mundo. "Ela é muito jovem, ela é incrível, está subindo no ranking. Ela vai ser a próxima estrela. Eu só vou me divertir e fazer. Vou tentar preparar um bom plano de jogo. Mas por enquanto, não penso muito sobre isso, porque ainda tenho que jogar duplas e duplas mistas antes. São muitas categorias para as quais eu tenho que me preparar e pensar. Tenho que aproveitar que joguei bem contra Sloane e estou pela primeira vez nas quartas de final, e depois de jogar as duplas, vou pensar no que devo fazer contra a Coco".

Exibições em seu país ajudaram a ganhar confiança
Ex-líder do ranking mundial de duplas, a tcheca está começando a se firmar no circuito individual e chegou ao top 100 apenas no ano passado. Ela falou a TenisBrasil sobre um momento que foi decisivo para essa mudança, uma série de exibições em seu país no ano passado, enquanto o circuito estava parado devido à pandemia. Na ocasião, ela conseguiu conviver com algumas das principais jogadoras tchecas, como Karolina Pliskova e Petra Kvitova, e percebeu que seu nível não estava tão distante.

"Eu acho que foi mesmo muito importante, porque eu joguei contra todas as jogadoras top da República Tcheca. Nós temos muitas jogadoras de alto nível e eu realmente tive a oportunidade de jogar contra elas, e observar como eles treinam e como eles se preparam para as partidas e tudo mais. Isso foi algo me ajudou, porque eu estava fora do top 100, mas sentia que realmente poderia jogar contra todas as meninas. Eu senti que o meu jogo está lá, mas só precisava melhorar o meu ranking".

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