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Apesar da vitória, Federer não descarta desistência
05/06/2021 às 22h07

Federer vai avaliar como se sente na manhã de domingo antes de tomar sua decisão

Foto: Philippe Montigny/FFT

Paris (França) - Apesar de ter vencido seu terceiro jogo em Roland Garros, Roger Federer não descarta abandonar a competição antes das oitavas de final. O suíço teve uma batalha de quatro sets e 3h36 contra o alemão Dominik Koepfer, tendo que disputar três tiebreaks neste sábado. Federer nunca escondeu que tem poucas chances de título e que sua prioridade são os torneios na grama. Por isso, vai avaliar como o corpo reage antes de decidir se continua ou não no torneio. Se ele optar por seguir, enfrentará o italiano Matteo Berrettini, número 9 do mundo, na segunda-feira.

"A cada jogo aqui ou em Genebra, eu tenho que reavaliar a situação e ver como eu acordo e como o joelho vai estar na manhã seguinte. É sempre assim, e com o jogo de hoje não seria diferente, ainda mais depois de uma longa partida como essa. Como expliquei antes, eu não fiz nenhum treino de três horas e meia em alta intensidade", disse Federer, que ficou mais de um ano parado depois de duas cirurgias no joelho e disputa apenas seu terceiro torneio desde então.

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"Eu preciso decidir se eu continuo jogando no saibro ou não, e se vai ser muito arriscado. Porque este ano eu eu não tenho aquela semana de descanso antes de Halle, como era normal. Então temos que ver agora o que é melhor para Wimbledon e assim por diante", acrescentou o suíço, projetando o ATP 500 de Halle. O torneio alemão começa em 14 de junho, um dia depois da final de Roland Garros. 

Jogo terminou de madrugada e sem torcida
Com placar final de 7/6 (7-5), 6/7 (3-7), 7/6 (7-4) e 7/5, a partida da sessão noturna em Paris invadiu a madrugada de domingo, terminando por volta de 1h da manhã no horário local. "Já aconteceu no US Open e em outros lugares em que os jogos acabaram muito tarde também. Faz parte do negócio. Claro que se acontecer igual uma vez com o Hewitt e o Baghdatis na Austrália, que acabou às 4h30 da manhã, não é ideal para ninguém. Ir dormir às 3 da manhã não é ideal se você é um atleta profissional. Mas ao mesmo tempo, isso faz parte".

Desde seu retorno ao circuito, Federer atuou sem a presença de público no estádio pela primeira vez. O veterano de 39 anos já esperava que isso pudesse acontecer em algum momento, ciente das restrições impostas pela pandemia. "Jogar sem torcida é algo que claramente não fazia há muito tempo, mas eu sabia que provavelmente iria acontecer em algum momento, sabendo que a pandemia ainda não acabou. Halle vai ser assim também".

Federer conta que encontrou outros meios de buscar motivação, com uma forte conexão com sua equipe e também ao imaginar o público que assistia pela TV. "Mas também foi emocionalmente lidar com a perda daquele segundo set, porque eu tentava me alimentar da energia da equipe e pensando em todas as pessoas assistindo pela TV. Vocês me conhecem. Eu estava realmente imaginando muitas pessoas em uma noite de sábado assistindo ao jogo. Então, de várias maneiras, eu também estava jogando para eles e tentando deixar isso me inspirar".

Suíço precisou poupar energia no terceiro set
O vencedor de 20 títulos de Grand Slam também comentou sobre o começo ruim que teve no terceiro set, em que Koepfer chegou a liderar por 4/2. Federer conta que precisava poupar energia. "Eu não tinha certeza depois do segundo set do quanto de energia teria sobrado no tanque. Senti que precisava talvez não pressionar muito e pegar um pouco mais leve e apenas seguir o fluxo, deixando a experiência assumir. Em uma melhor de cinco sets, você sempre tem momentos em que se sente melhor ou pior. A questão é como me sinto depois de vencer e não se eu estava preocupado, para ser honesto".

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