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Para Barty, lesão não apaga a brilhante temporada
03/06/2021 às 20h00

Barty considerou um 'milagre' que ela tenha entrado em quadra para atuar no torneio

Foto: Divulgação

Paris (França) - Depois de abandonar a partida da segunda rodada de Roland Garros, por motivo de lesão no quadril, Ashleigh Barty garante que o problema físico não apaga sua ótima temporada de saibro. A número 1 do mundo vinha de um título em Stuttgart, do vice-campeonato em Madri e das quartas de final em Roma. A australiana lamenta ter sofrido o problema físico durante a semana de treinos para o Grand Slam francês e ainda diz que foi um "milagre" que ela tenha conseguido jogar.

"É de partir o coração. Depois uma temporada de saibro brilhante, tive um pouco de azar, mais com o 'timing' do que qualquer coisa. Senti essa lesão no fim de semana e meio que fiquei correndo contra o tempo, e isso é decepcionante", disse Barty, que abandonou o jogo contra a polonesa Magda Linette quando perdia por 6/1 e 2/2.

"Fizemos o possível para que eu tivesse a chance de jogar. Foi um pequeno milagre eu ter conseguido entrar em quadra na primeira rodada. E hoje não melhorou, e foi piorando novamente. Mas isso não vai tirar os três meses brilhantes que a gente teve, por mais que seja dolorido agora", comenta a australiana, que venceu a norte-americana Bernarda Pera na estreia em três sets.

Barty recebeu atendimento médico fora da quadra no intervalo entre os sets e até conseguiu jogar melhor no início segunda parcial, mas diz que a dor ficou mais intensa e que teve medo de agravar a lesão. "Estava doendo demais. Quero dizer, eu sabia desde o primeiro game que estava lutando contra a dor, e ficou muito forte, e como eu disse, ficando inseguro para jogar. Foi, sim, uma decisão difícil, mas tinha que ser feito. É realmente decepcionante terminar assim. Mas tudo acontece por uma razão. Eventualmente, eu vou encontrar um lado bom para isso. Assim que eu descobrir o qual é, vou me sentir um pouco melhor".

Barty havia abandonado o WTA 1000 de Roma por uma lesão no braço direito, um problema pré-existente que ela administra há anos, mas garante que afirma que a lesão no quadril é algo novo em sua carreira e nada tem a ver com a maratona de jogos das últimas semanas. "Os cenários dos dois últimos torneios foram completamente diferentes. Acho que obviamente, na semana de Roma, foi um pouco de acumulação, sim. Fiz o possível para garantir que eu estaria 100% aqui. E o meu braço está ótimo! Nos últimos sete ou oito dias, era provavelmente a nossa maior preocupação".

"O foco era ter certeza de que faríamos todas as coisas certas pelo meu corpo. Mas quanto ao quadril, não tinha nada a ver com excesso de jogos ou algo parecido. Tanto quanto podemos dizer, foi literalmente agudo, enquanto eu estava sacando um dia. Foi brutal e difícil de aceitar", acrescenta a jogadora de 25 anos, que agora foca na temporada de grama e espera ter bons resultados. Ela segue inscrita para atuar no WTA 500 de Berlim, que começa em menos de duas semanas. "Ah, eu espero que sim. Eu realmente quero. Nós fazemos todas as coisas certas agora e vamos continuar a fazer as coisas certas. Sim, daremos a nós mesmos a melhor chance".

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