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Para Nadal, chave dura em Paris não é problema
01/06/2021 às 20h12

Nadal está ciente de que caminho mais difícil é reflexo de sua situação atual no ranking

Foto: Divulgação

Paris (França) - O difícil sorteio de Roland Garros não preocupa Rafael Nadal. Treze vezes campeão, o agora número 3 do mundo está no mesmo lado da chave que o atual líder do ranking Novak Djokovic e pode enfrentar o sérvio em uma eventual semi. No mesmo lado da chave também está Roger Federer. Já o segundo colocado Daniil Medvedev, mesmo com histórico muito modesto no saibro, é o segundo colocado e está na outra chave. Ciente de que a definição dos cabeças de chave em Paris depende exclusivamente do ranking, o espanhol são incomoda.

"Isso faz parte do jogo. E é assim que o ranking funciona. Não há nenhum esporte mais justo do que tênis nisso. Existe um ranking, e os cabeças de chave são definidos com base no ranking que você conquistou durante um ano. Então é assim. Quero dizer, você precisa encontrar uma maneira de fazer o sorteio de uma forma justa, e provavelmente esta é a melhor maneira de evitar qualquer discussão", disse Nadal depois de estrear em Roland Garros vencendo o australiano Alexei Popyrin, 63º do ranking, por 6/3, 6/2 e 7/6 (7-3).

Muito justo. Eu sou o terceiro, Medvedev é o segundo e Novak é o primeiro. Não há problema com isso. Estou aqui para dar o meu melhor, e quando se é o terceiro, você saiba que você terá a chance de estar no mesmo lado da chave sorteio que o número ou o número 2. Portanto, desta vez fiquei na chave do número 1. Mas ainda falta muito para eu enfrentar essa partida, só na semifinal. Acabei de ganhar minha estreia, estou feliz com isso e focado no próximo jogo", acrescenta o espanhol, que agora enfrenta o francês Richard Gasquet.

Set-point salvo no fim do jogo
Nadal precisou salvar um set-point durante a terceira parcial, mas diz que lidou bem com a situação adversa. "Mesmo que eu perdesse o terceiro set, ainda estaria em uma posição muito boa para tentar ganhar a partida. Quando você enfrenta um match-point, por exemplo, é uma história diferente. Você sabe que se perder o ponto, acabou. Você volta para casa. Mas aqui, se perdesse o set, eu sabia que o meu adversário ainda teria que ganhar mais dois para vencer o jogo e que eu estaria lá lutando por cada ponto".

"É claro que eu não quero perder o set de jeito nenhum, mas isso é parte do jogo. Quando você enfrenta um jogador que é muito agressivo, fica em apuros. Se ele está tendo sucesso, como fez com seu saque, é difícil quebrar o saque. Mas aqui, principalmente no saibro, as partidas são longas e é difícil de manter esse nível por tanto tempo e jogando com tanto risco", afirmou o experiente jogador de 34 anos.

Futuro promissor para Popyrin
Este foi o segundo jogo entre Nadal e Popyrin, jovem de apenas 21 anos e que conquistou recentemente seu primeiro ATP. Eles já haviam se enfrentado este ano em Madri e o espanhol aposta em um futuro promissor para o rival.

"Com aquele saque e aqueles golpes da linha de base, ele tem tudo para se tornar um jogador top. Mas ele também precisa realmente querer. Se ele quiser fazer isso, é claro que  terá suas chances, porque tem muitos recursos em seu jogo. Então ele tem tudo para se tornar um grande jogador. Aliás, ele já é, mas pode se tornar um fantástico jogador. Vamos ver o que acontecerá nos próximos meses e anos".

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