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Kovinic relembra ajuda crucial de psicóloga da WTA
01/06/2021 às 10h46

Paris (França) - Em uma semana na qual a questão psicológica tem sido muito debatida, após a japonesa Naomi Osaka se negar a dar entrevistas coletivas em Roland Garros por causa da pressão e depois acabar desistindo do torneio devido à pressão extra que encarou, a montenegrina Danka Kovinic falou sobre seus momentos duros no circuito em entrevista ao Tennis Majors.

Atual 62 do mundo, a montenegrina se sentiu ‘quebrada’, chorou por horas e até teve febre depois de perder para Daria Kasatkina em Charleston 2017, mas conseguiu dar a volta por cima anos depois. Em 2021, ela foi vice-campeã no torneio batendo Leylah Fernandez, Petra Kvitova e Ons Jabeur no caminho, antes de perder para Veronika Kudermetova.

“Acho que foi uma espécie de colapso nervoso”, comenta a tenista de 26 anos. Contudo, uma mudança de treinador após 11 anos trabalhando com Veljko Radojicic, fez Kovinic passar por maus momentos e chegou a sair do top 200.

“Cheguei a um ponto em que não conseguia acertar o forehand corretamente porque era muito insegura e sempre questionava tudo. Normalmente, eu não presto muita atenção nos rankings, mas durante aquele ano e meio, eu me pegava pensando: 'Ah, não, vou cair ainda mais'”, disse a montenegrina.

Foi quase uma reviravolta do destino quando ela encontrou uma psicóloga da WTA em Pequim. “Ela me perguntou como eu estava. Eu estava prestes a desmoronar e não conseguia esconder as lágrimas. Então, conversamos e eu não conseguia parar de chorar”, contou a montenegrina, que superou a estreia em Roland Garros, batendo a convidada da casa Clara Burel

“Ela é uma mulher maravilhosa. Fui encorajada naquele dia por ela me dizer para relaxar, que tudo que estava vivenciando é normal. Lembro-me dela dizer: 'Você devia só ver os grandes nomes que vieram falar comigo'”, acrescentou Kovinic, que na segunda rodada em Paris medirá forças com a espanhola Paula Badosa.

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