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Federer sente melhora, mas foco é em Wimbledon
31/05/2021 às 16h53

Para Federer, torneios no saibro servem para ganhar ritmo e testar competitividade antes da grama

Foto: Divulgação

Paris (França) - Apesar da confiança pela boa vitória na partida de estreia em Roland Garros, Roger Federer reiterou que sua principal meta é mesmo o torneio de Wimbledon. É na grama de Londres que o suíço de 39 anos vai tentar conquistar o 21º Grand Slam de sua carreira. Mas até lá, Federer precisa ganhar ritmo e testar seu nível de competitividade no circuito, e por isso uma boa participação no saibro parisiense é tão importante. O atual número 8 do mundo também acredita que melhorou bastante em relação à queda na estreia do ATP 250 de Genebra há duas semanas.

"No geral, eu me senti muito melhor", disse Federer, após a vitória sobre o uzbeque Denis Istomin por 6/2, 6/4 e 6/3 nesta segunda-feira. "Acho que estou me acostumando com o ritmo dos torneios e dos jogos de novo, e também com as novas regras, sobre as toalhas e do relógio de saque. Quando joguei em Genebra, eu realmente sentia que não encontrei o ritmo".

"Para mim, que estou voltando depois de muitos meses ou mais de um ano de reabilitação, a meta sempre foi: 'Posso voltar a um bom nível contra bons jogadores?' Espero que Wimbledon seja esse lugar. Mas talvez eu já consiga aqui em Paris. Veremos", acrescentou o suíço, que enfrentará o croata Marin Cilic na próxima rodada de Roland Garros. Federer tem nove vitórias e apenas uma derrota conta Cilic no circuito.

Federer também falou sobre seu desempenho nas devoluções de saque. Ele criou 13 break points e conseguiu cinco quebras de serviço. "Eu sempre tenho um pouco de dificuldade para devolver o saque no começo da temporada saibro. É até engraçado, se você pensar que é a superfície mais fácil de devolver. Eu não me importo tanto com as devoluções na quadra de grama e na quadra dura, porque fico mais bloqueando o saque do que batendo na bola".

Ainda sobre as devoluções de saque, Federer falou no trecho em alemão da entrevista coletiva que não pretende repetir o que fez em Genebra, quando esperava o saque de Pablo Andujar bem atrás da linha de base. "Jurei a mim mesmo que não ficaria tão atrás da linha de base na volta como estive em Genebra. Aquilo foi uma piada completa. Eu não estava me sentindo tão bem lá e queria experimentar uma devolução batendo mais forte na bola. Mas isso mais claro na minha cabeça agora".

"Sinto que hoje eu fiz um esforço maior de para não exagerar nos movimentos, como acontece nos treinos", acrescenta o ex-líder do ranking, que fez 48 winners e cometeu 20 erros não-forçados. "Às vezes tenho que dizer a mim mesmo: 'Demore um pouco, ande até a toalha, faça algo diferente'. Você pode pensar que é bobo, mas é verdade".

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