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Para Swiatek, focar em torneios grandes foi o certo
28/05/2021 às 14h35

Swiatek jogou apenas em Roma e Madri antes de iniciar a defesa do título de Roland Garros

Foto: Corinne Dubreuil/FFT
Mário Sérgio Cruz

Paris (França) - Atual campeã de Roland Garros, Iga Swiatek retorna a Paris para tentar defender o título conquistado no ano passado. Para isso, ela priorizou uma preparação focada em torneios grandes no saibro, tendo atuado apenas nos WTA 1000 de Madri e Roma. Na capital espanhola, caiu ainda nas oitavas, superada pela líder do ranking Ashleigh Barty. Já na Itália, conquistou o título de forma categórica, vencendo Karolina Pliskova por duplo 6/0 na final. Prestes a estrear em Paris, a atual número 9 do mundo acredita que a estratégia adotada antes de Roland Garros foi um acerto dela e de sua equipe.

"Na verdade, o meu treinador é que foi responsável por isso. E acho que ele está fazendo um ótimo trabalho com todo o planejamento do meu calendário", disse Swiatek a TenisBrasil durante a entrevista coletiva desta sexta-feira em Paris. "No começo do ano eu estava me perguntando se seria uma boa ideia jogar torneios menores, apenas para sentir a confiança e sentir que eu poderia continuar vencendo. Afinal, só existe um vencedor no tênis, e mesmo que você alcance uma semifinal ou seja finalista, você acaba perdendo a última partida".

"Então, eu estava conversando sobre isso com meu treinador e com a minha equipe, mas eles disseram que, da perspectiva deles, seria melhor que eu me concentrasse em torneios maiores, como você disse", comenta a polonesa, que é treinada por Piotr Sierzputowski, eleito o melhor técnico do ano em 2020, e também viaja o circuito acompanhada da psicóloga esportiva Daria Abramowicz e do preparador físico Maciej Ryszczuk.

"E foi muito bom, porque sinto que estou progredindo. Eu estou jogando contra as top 10 com mais frequência e posso realmente ter mais experiência e aprender mais, porque isso é o mais importante para mim agora. Preciso aprender a estar em diferentes situações na quadra para que eu possa ter mais experiência depois", complementou a ainda jovem tenista, que comemora seu 20º aniversário na próxima segunda-feira. 

Estreia em Paris contra a melhor amiga

Swiatek estreia contra sua melhor amiga no circuito. Ela enfrenta a eslovena de 20 anos Kaja Juvan, 101ª do ranking. Bastante próximas desde os tempos de juvenil, elas se enfrentaram apenas uma vez como profissionais e a polonesa levou a melhor no início deste ano pelo Gippsland Trophy, torneio WTA 500 disputado no Melbourne Park às vésperas do Australian Open. "Não é fácil jogar contra a sua melhor amiga. Não é legal ver isso, porque uma de nós duas vai perder. Mas nós conhecemos o jogo uma da outra muito bem, então eu acho que a coisa mais importante será a preparação tática. Com certeza a partida que fizemos em fevereiro vai me dar mais confiança".

"Nós somos amigas, mas na quadra todos são iguais. Na verdade, eu sou boa em esquecer que estou jogando contra a minha amiga e pensar apenas em jogar tênis e continuar batendo na bola. Estou pronta e ansiosa para jogar contra ela", acrescentou a polonesa, que pode enfrentara a norte-americana Shelby Rogers ou a sueca Rebecca Peterson caso passe pela rodada de estreia em Paris. A cabeça de chave mais próxima e possível rival na terceira rodada é a estoniana Anett Kontaveit. 

O que mudou desde o primeiro Grand Slam?

De volta ao palco de sua maior conquista, Swiatek conta o que mudou em sua vida desde que venceu o primeiro Grand Slam. Ela era apenas a 54ª do ranking na campanha para o título do ano passado. "Depois que ganhei Roland Garros, minha vida mudou completamente todo mundo começou a me tratar de forma diferente totalmente. Foi muito bom encontrar um equilíbrio e ainda ser capaz de aproveitar aquela vitória, mesmo numa situação tão caótica".

"Estou voltando à mesma forma que eu tive quando fui campeã de Roland Garros, já ganhei mais dois títulos desde então, e foi incrível para mim, porque eu ainda não sei se vou ser consistente pelo resto da minha carreira. E isso mostrou que posso realmente ter um bom desempenho não apenas uma vez, mas posso repetir. Então essa é a coisa mais importante para mim".

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