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Curada do câncer, Carla Suárez joga Roland Garros
26/05/2021 às 18h32

A ex-top 10 do ranking disputa seu primeiro torneio desde fevereiro de 2019

Foto: RFET

Paris (França) - Recentemente recuperada do tratamento contra o câncer, Carla Suárez Navarro está de volta ao circuito em Roland Garros. Será o primeiro torneio de simples para a experiente espanhola de 32 anos desde fevereiro de 2020. A ex-número 6 do mundo voltou a treinar enquanto tratava da doença e afirmou repetidas vezes que o tênis a ajudou muito em seu processo de recuperação.

Diagnosticada com linfoma de Hodgkin em setembro do ano passado, Carla Suárez Navarro passou por sessões de quimioterapia durante seis meses e comemorou sua cura da doença em abril. Também no mês passado, participou de treinos com jogadoras de alto nível antes do WTA 1000 de Madri, voltando a vivenciar o ambiente da elite do circuito.

"Quero muito jogar aqui em Roland Garros. Será o meu último ano e é um dos meus torneios favoritos. Estou muito animada por estar aqui mais uma vez, depois de tudo o que passei, e também por poder me despedir", disse Suárez Navarro, em entrevista a Federação Espanhola de Tênis. "Estou contando as horas para que o dia chegue. É o que eu tinha em mente nos últimos meses, estou treinando para isso, e espero aproveitar bem o torneio".

Por conta dos ajustes no sistema de pontuação do ranking durante a pandemia, Suárez Navarro não teve uma queda tão grande e conseguiu entrar diretamente na chave, sem a necessidade de receber um convite ou de solicitar o recurso protegido. Ela é atual 118ª colocada e ocupava o 94º lugar na data de fechamento das inscrições.

No final de 2019, Suárez Navarro havia dito que pretendia disputar sua última temporada no circuito em 2020. Os planos da espanhola começaram a ser adiados pela pandemia da Covid-19, que a impediria de jogar o torneio de Madri, cancelado no ano passado. Após o diagnóstico da doença e do tratamento do câncer, voltar às quadras passou a ser uma meta para a veterana jogadora.

"O tênis me deu muitas coisas e sempre quis me despedir em quadra. Ser capaz de escolher a última cena e ter a capacidade de marcar uma data é algo que eu queria de coração. Isso foi o que me moveu a treinar forte nos últimos tempos", acrescenta a espanhola, que já chegou às quartas de final do torneio em 2008 e 2014.

"Roland Garros é um torneio que me proporcionou alguns dos melhores momentos da minha carreira. Meu primeiro grande resultado aconteceu nessas quadras e guardo muito boas lembranças depois de todos esses anos. É uma alegria poder vir competir em Paris pela última vez".

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