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Zverev volta a conquistar Madri e já tem 4 Masters
09/05/2021 às 16h33

Zverev volta a vencer o torneio na capital espanhola depois de três anos

Foto: Antoine Couvercelle/FFT

Madri (Espanha) - A partida que encerrou o Masters 1000 de Madri reuniu dois jogadores de estilo agressivo, ideal para as condições mais rápidas da capital espanhola, em comparação com os demais torneios no saibro. E com o teto fechado na quadra Manolo Santana, em virtude da chuva neste domingo, o alemão Alexander Zverev e o italiano Matteo Berrettini exibiam ainda mais potência no saque e nos golpes e protagonizaram uma disputa de três sets, com 2h40 de duração. Zverev começou atrás no placar, mas conseguiu a virada com parciais de 6/7 (8-10), 6/4 e 6/3 para conquistar seu segundo título em Madri e o quarto Masters 1000 da carreira.

Atual número 6 do mundo e algoz de Rafael Nadal e Dominic Thiem nesta semana, Zverev já havia sido campeão nas quadras de Madri em 2018. O alemão tem outros dois títulos deste porte, conquistados ainda na temporada de 2017 em Roma e em Montréal. O alemão de 24 anos já tem 15 títulos de ATP em 24 finais na carreira. Este é seu segundo título na temporada, já que ele também foi campeão no piso duro de Acapulco em março. Mas no início da série de torneios no saibro, ele precisou lidar com uma lesão no cotovelo, que prejudicava seu desempenho no saque.

Berrettini disputou sua primeira final de Masters 1000 na carreira e se tornou apenas o terceiro italiano a decidir um torneio deste porte. O primeiro foi Fabio Fognini, campeão no saibro de Monte Carlo em 2019, e o segundo foi o jovem de 19 anos Jannik Sinner, vice em Miami na atual temporada. O jogador de 25 anos e número 10 do mundo segue com quatro títulos de ATP na carreira. Ele vinha de oito vitórias seguidas no circuito, já que foi campeão em Belgrado há duas semanas. O italiano também se recuperou de uma recente lesão sofrida no músculo abdominal durante o Australian Open.

Primeiro set teve mais de uma hora
Com uma quebra para cada lado, o longo primeiro set da final de Madri teve 1h09 de duração e foi decidido nos detalhes. Berrettini escapou de um break-point logo em seu primeiro game de serviço e conseguiu uma quebra para liderar por 4/3. Zverev tentou jogar de forma mais conservadora no game seguinte, devolvendo o serviço do rival bem atrás da linha de base e mostrando paciência para a construção dos pontos do fundo de quadra para buscar o empate. Já Berrettini fez dois ótimos games de saque quando perdia por 5/4 e 6/5 para forçar o tiebreak.

O italiano aproveitou a confiança construída na reta final do set para começar melhor no tiebreak. Mesmo apostando em bolas profundas, ele quase não errava e vinha sacando muito bem. Quando Zverev jogou um forehand para fora, o placar do tiebreak marcava 5-0 para Berrettini. A solução para o alemão foi tentar ser mais consistente do fundo e esperar por possíveis erros do adversário, que aconteceram, e assim ele diminui a diferença para 5-4.

O alemão salvou um set-point no saque e depois contou com uma bola do italiano que parou na rede para empatar por 6-6. Já com o placar empatado por 8-8, Zverev cometeu uma dupla-falta e permitiu ao rival fechar o set com o saque. Berrettini liderou a contagem de winners por 17 a 6 e cometeu 21 erros contra 14 do alemão na parcial. Nos ralis mais longos, entretanto, o alemão fez 8 a 3.

Alemão cresceu na reta final do segundo set
O segundo set começou com Berrettini confirmando seus três primeiros games de saque de zero, enquanto Zverev tinha um pouco mais de dificuldade para confirmar, mas sem enfrentar break-points. No sétimo game, o italiano oscilou um pouco mais e escapou de uma quebra para manter um 4/3 no placar. Mas, depois, Zverev venceu três games seguidos com 12 pontos em 15 possíveis para empatar a partida. O alemão precisou de apenas quatro winners em toda a parcial, contra seis de Berrettini, mas o italiano cometeu 12 erros diante de apenas oito de Zverev.

No início do terceiro set, Zverev se manteve muito firme mentalmente, mesmo quando enfrentava alguns games mais longos no saque. Ele escapou de um break-point no quarto game, depois conseguiu uma quebra. O alemão ganhou confiança e passou a jogar de forma cada vez mais firme do fundo de quadra e não teria mais o serviço ameaçado. Além disso, conseguiu uma nova quebra sobre Berrettini para fechar o jogo. O italiano terminou a partida com o dobro de winners, 32 a 16, mas cometeu 50 erros não-forçados contra 28 do alemão.


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