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'Não tenho mais medo do saibro', garante Sabalenka
08/05/2021 às 20h57

Com estilo agressivo, Sabalenka achava que seu jeito de jogar não era o ideal para o saibro

Foto: Mutua Madrid Open

Madri (Espanha) - Campeã do WTA 1000 de Madri neste sábado, Aryna Sabalenka comemorou seu primeiro título em quadras de saibro. A bielorrussa de 23 anos superou a número 1 do mundo Ashleigh Barty na decisão e já havia enfrentado a australiana na final de Stuttgart há duas semanas. Reconhecida por seu estilo agressivo e de muita potência nos golpes, Sabalenka achava que o saibro não era a superfície ideal para seu jeito de jogar, mas que os bons resultados recentes a fizeram pensar diferente.

"Não tenho mais medo dessa superfície", declarou Sabalenka após a vitória por 6/0, 3/6 e 6/4 neste sábado em Madri. "Antes eu pensava muito sobre a quadra de saibro, achava que não era um piso ideal para mim e que seria muito difícil jogar nesta superfície porque os ralis são longos. Eu realmente pensava muito sobre isso. Mas este ano eu relaxei e apenas fiz meu jogo. Trabalhei muito na movimentação, então me preparei muito bem para a quadra de saibro. "

A bielorrussa conta que chegou a testar outras formas de jogar no saibro, mas não teve sucesso. "Tentei mudar um pouco o meu jogo no saibro, usando mais topspin, slices, e todas essas coisas. Mas o meu técnico disse: 'Escute, você não precisa mudar o seu jogo'. Ele me explicou que seria bom se eu pudesse usar um pouco mais de spin na bola e ter esta variação, mas teria que permanecer agressiva aqui e estar pronta para que a bola voltasse um pouco mais do que numa quadra dura. São ralis um pouco mais longos".

Vitória sobre Barty na decisão em Madri

O resultado serviu como uma revanche para Sabalenka, que já havia perdido para Barty duas vezes na temporada. Além do recente duelo em Stuttgart, elas também se enfrentaram nas quartas em Miami. A vitória da bielorrussa também encerrou uma invencibilidade de nove jogos da australiana. 

"Eu não compararia a partida de hoje com as de Miami ou de Stuttgart. Na última vez, eu me lesionei. É difícil dizer qualquer coisa sobre aquela partida. Ela foi simplesmente inacreditável, eu dei a ela uma oportunidade, e ela aproveitou. Em Miami, as quadras estavam muito lentas, com ralis longos. Estava muito quente. Fisicamente, eu diria que é muito mais difícil jogar contra a Barty lá do que aqui".

"Acho que o que fiz muito bem aqui foi estar focada do início ao fim. Eu a estava colocando sob pressão, principalmente no final do terceiro set. Nesses momentos chave fui um pouco mais agressiva, o que realmente me ajudou a vencer esta partida", complementou a bielorrussa, que liderou a contagem de winners por 34 a 18 e cometeu 25 erros não-forçados contra 18 de Barty. 

Salto no ranking e mudança de mentalidade
Com o título, Sabalenka salta do sétimo para o quarto lugar do ranking e quer ir além. "É incrível. Uma loucura! Estou muito feliz. Ainda há muito a melhorar, mas ao mesmo tempo não estou focando no ranking. Estou me concentrando no meu jogo. Ser a número quatro não é ser a número 1. Ainda há muito que trabalhar e melhorar".

A maior consistência de resultados também se dá por uma mudança na mentalidade. “Antes eu não me concentrava muito em jogos com adversárias de ranking inferior. Ou então, mesmo quando estava focada, eu deixava as emoções chegarem a mim. Se eles fizessem winners, isso me irritava e me deixava louca. Este ano, eu entendo que todas podem te vencer se você não mantiver o nível. Cada vez que você entra em quadra, deve estar com seu melhor nível e sua concentração e não dar oportunidades a ninguém. Foi isso que mudou na minha mentalidade".

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