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Para Barty, segredo foi pressionar nas devoluções
06/05/2021 às 15h41

Barty explica que precisou fazer ajustes no plano tático da partida desta quinta-feira

Foto: Mutua Madrid Open

Madri (Espanha) - Depois de vencer a semifinal do WTA 1000 de Madri nesta quinta-feira, a número 1 do mundo Ashleigh Barty falou sobre a estratégia adotada para conseguir a revanche diante da espanhola Paula Badosa, 62ª do ranking. Barty, que está invicta há nove jogos e venceu 17 dos últimos 18 jogos que disputou, havia perdido para Badosa há quatro semanas em Charleston. A australiana explicou que um fator determinante para a vitória foi a postura agressiva nas devoluções, colocando o saque da rival sob constante pressão.

"Acho que consegui controlar a quadra um pouco melhor. Pude cuidar dos meus games de serviço um pouco melhor e aumentar a pressão nos games de devolução. Isso é muito importante: Você nem sempre vai ganhar os pontos, mas vai colocar pressão. E essa pressão causada pelo placar pode ser decisiva. Esse foi o foco para mim hoje", disse Barty, após a vitória por 6/4 e 6/3 nesta quinta-feira. A australiana criou seis break points na partida e conseguiu três quebras, além de perder apenas um game de saque, na abertura do segundo set.

 
 
 
 
 
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Durante o primeiro set Barty não enfrentou break points e vinha confirmando seus games de saque de forma bastante tranquila. Já Badosa encarou alguns games longos em seu serviço, sacou bem em alguns momentos de pressão, mas acabou cometendo uma dupla-falta quando enfrentou o set point, na quarta chance de quebra que a australiana teve na parcial. O segundo set começou com a única quebra a favor de Badosa em todo o jogo, mas a número 1 do mundo foi novamente agressiva nas devoluções e venceu quatro games seguidos para encaminhar a vitória.

"Você tem que aprender cada partida que você joga contra uma adversária", disse a australiana, que liderou a contagem de winners por 30 a 15, e terminou o jogo com 23 erros, mesmo número que Badosa. "Eu aprendi muito com a partida que jogamos em Charleston e fiz pequenos ajustes. Acho entendi alguns de seus padrões e tendências que ela havia mostrado em nossa última partida".

"Também foi importante para mim conseguir aquelas duas quebras no início segundo set para me manter à frente e quase forçá-la a inventar algo que estaria em um nível muito, muito alto para ser capaz de voltar ao jogo", complementou a líder do ranking, que agora espera pela vencedora entre a russa Anastasia Pavlyuchenkova e a bielorrussa Aryna Sabalenka.

Campeã de Roland Garros em 2019, Barty venceu os últimos 16 jogos que fez em quadras de saibro vermelho no circuito. Sua grande fase no piso acaba contrariando um sentimento que ela tinha anteriormente, de contar as horas para a temporada de grama começar. "Aprendi muito sobre como jogar no saibro. Ainda estou em contagem regressiva para a temporada de grama, porque é uma das minhas épocas favoritas do ano. Mas acho que as memórias e o aprendizado que estou tendo nesses torneios no saibro vermelho têm sido muito legais, porque estou sendo desafiada de maneiras diferentes".

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