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Para Medvedev, saibro de Madri favorece seu jogo
05/05/2021 às 19h21

Medvedev encerrou uma sequência de seis derrotas seguidas no saibro

Foto: Corinne Dubreuil/ATP

Madri (Espanha) - Apesar de não ter um grande histórico no saibro, Daniil Medvedev acredita que as condições das quadras do Masters 1000 de Madri são mais adequadas para o seu estilo de jogo, em comparação com as dos demais torneios no piso. A maior altitude da capital espanhola, em comparação os eventos como os de Monte Carlo, Roma e Paris, torna o jogo um pouco mais rápido e favorece os tenistas de posturas mais agressivas.

"Acho que Madri é um pouco mais rápido do que outros torneios de saibro, então é melhor para o meu jogo", disse Medvedev, depois de vencer o espanhol Alejandro Davidovich Fokina por 4/6, 6/4 e 6/2 em 2h13 de partida. O russo de 25 anos e atual número 3 do mundo marcou apenas sua 11ª vitória no saibro em competições de nível ATP e vinha de seis derrotas seguidas no piso.

"O primeiro set não foi fácil. Pensei que eu poderia ter mais 25 break points e não iria ganhar", comenta o russo, que criou sete break points durante o set inicial, mas só aproveitou um. "Já perdi partidas parecidas com essa no saibro, então sabia que não havia mais nada a fazer além de continuar lutando, porque eu não estava jogando mal".

"No terceiro set, eu finalmente joguei muito bem. Consegui vencer os pontos importantes com alguns bons golpes e essa foi a chave para vencer o jogo", complementou o cabeça 2 do torneio. Seu próximo adversário será o chileno Cristian Garin, cabeça 16 do torneio e vencedor de cinco títulos de ATP em quadras de saibro.

Quando perde, russo recorre ao fast-food
Na entrevista coletiva após o jogo de estreia em Madri, Medvedev também falou sobre suas rotinas fora de quadra. O russo, inclusive, comentou que gosta de consumir os lanches e sobremesas do McDonald's para aliviar as dores das derrotas. "Muitas vezes, quando perco uma partida ou termino um torneio, eu vou para o McDonald's. Eu gosto, porque é muito bom na Rússia. Nos Estados Unidos e na Europa, não é tão bom. Mas não sei por quais motivos. Muitas vezes, se eu perder uma partida, como quando estou um pouco mais abatido, gosto de tomar um sorvete e ir ao McDonald's".

"Eu estava sempre digo que, até os 21 anos, eu não prestava muita atenção aos pequenos detalhes. Eu poderia aproveitar a vida porque achava que isso não afetaria meu tênis. Mas posso dizer que quando sacrifiquei minha vida pelo tênis a partir dos 21 anos: 'Tudo bem, vou dormir cedo, vou comer bem'. Se eu tivesse um dia de folga, eu não vou andar 10 quilômetros até a praia. Vou descansar e me preparar para o treino no dia seguinte. Foi quando os resultados vieram, então não me arrependo".

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