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Última algoz de Barty, Badosa disputa semi histórica
05/05/2021 às 14h50

Badosa é a primeira espanhola a chegar à semifinal em Madri

Foto: Mutua Madrid Open

Madri (Espanha) - Semifinalista do WTA 1000 de Madri, Paula Badosa faz uma campanha histórica no torneio. Convidada para a atuar nas quadras de saibro da capital espanhola, a jovem de 23 anos é a primeira anfitriã a chegar tão longe no torneio. Isso porque, a ex-número 1 do mundo Garbiñe Muguruza nunca passou das oitavas em Madri, enquanto a ex-top 10 Carla Suárez Navarro parou duas vezes nas quartas.

Adversária da número 1 do mundo Ashleigh Barty na semifinal desta quinta-feira, Badosa foi também a última algoz da australiana durante o WTA 500 de Charleston no mês passado. Barty está invicta há oito jogos, vinda de título em Stuttgart e venceu 16 das últimas 17 partidas que disputou no circuito, já que também havia sido campeã em Miami recentemente.

"Espero um jogo completamente diferente. Ela é a número 1 do mundo e agora já me conhece. Uma número 1 do mundo não gosta de cometer os mesmos erros duas vezes seguidas, então com certeza espero uma partida difícil e completamente diferente de Charleston", disse Badosa, que está com o melhor ranking da carreira ao ocupar o 62º lugar, tem apenas uma vitória contra top 10 na carreira e justamente diante de Barty.

Nesta quarta-feira, a espanhola superou a suíça Belinda Bencic, número 11 do mundo, por 6/4 e 7/5. "Tenho de ser honesta. Eu estava muito nervosa hoje. Porque às vezes essas partidas são um pouco complicadas. Você começa a pensar que essa é a oportunidade de fazer uma semifinal. Eu estava muito nervosa, mas fico muito feliz por ter conseguido controlar todas as emoções e jogar muito bem"

'Vencia sem trabalhar duro, e isso me prejudicou'
Campeã juvenil de Roland Garros em 2015, Badosa já é observada como uma grande promessa desde então. Ela credita sua recente evolução ao jovem técnico Javier Marti, de apenas 29 anos e ex-número 170 do mundo, que ela contratou depois do US Open do ano passado. "Comecei a trabalhar com o Javi em um momento difícil. Mas foi uma mudança muito boa para mim. Começamos a trabalhar do zero e ele me disse que não tem segredos, que era só trabalhar muito e um dia seria recompensada. Acho que chegou a hora",

A espanhola de 23 anos ainda persegue seu primeiro título no circuito e reconhece que demorou um tempo até realmente encarar a carreira no tênis de forma mais profissional. "Em 2015, eu era uma menina que jogava muito bem, mas era um pouco inconsciente porque não sabia se iria me tornar uma profissional. Isso me machucou mais do que me ajudou, porque conseguia vencer sem ter trabalhado tão duro. Foi tanta euforia e pensei que seria mais fácil do que realmente é. Não é assim que funciona. É um trabalho do dia a dia. O tênis é um trabalho duro".

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